Resenha: Beleza Cruel - Rosamund Hodge

em 30 de dezembro de 2020


Título Original: Cruel Beauty
Autora: Rosamund Hodge
Ano: 2015
Editora: Novo Século
Páginas: 317

Sinopse: Desde o nascimento, Nyx estava prometida em casamento a Lorde Gentil, o perverso governante de Arcádia, tudo por causa de uma irrefletida barganha do pai dela. E, desde então, ela tem sido treinada para matar o soberano. Obrigada a obedecer ao cruel acordo e sentindo-se traída por sua família, Nyx luta contra seu destino. Entretanto, em seu 17º aniversário, ela abandona tudo aquilo que conhece para se casar com o todo-poderoso e imortal Lorde Gentil. O plano dela? Seduzi-lo, desarmá-lo e quebrar a maldição de 900 anos que ele lançou contra seu povo. Mas ele não é o que Nyx esperava. O enigmático charme do Lorde a seduz, e seu castelo, um inconstante labirinto de salas mágicas, a encanta. Enquanto Nyx procura um meio de libertar sua terra revelando os segredos de seu esposo, encontra-se inevitavelmente atraída por ele. Mas como ela pode amar seu inimigo e recusar o dever de matá-lo? Inspirado no clássico conto de fadas A Bela e a Fera, Beleza cruel é uma deslumbrante história de amor sobre como nossos desejos mais profundos podem mudar nosso destino.


Eis que, depois de cinco anos enrolando, eu finalmente li “Beleza Cruel”. E, antes que me julgue, eu tenho certeza que você também tem aquele livro que, religiosamente, você coloca na sua meta anual de leitura e, entra ano sai ano, o coitado acaba sempre esquecido no churrasco, não é mesmo? – não adianta mentir, eu sei das coisas, colega u_u. 

Pois é, quem nunca teve um livro assim que atire a primeira pedra. Mas o importante é que sempre chega a hora de desencalhar o bonito da estante, né? E eis que esse momento chegou e, preciso dizer... Fiquei levemente decepcionada. 

Pra quem não conhece, "Beleza Cruel" se trata de um retelling de A Bela e a Fera, o que por si só já serve pra deixar qualquer fã do conto original com as expectativas lá em cima, não é mesmo? Pois é, talvez esse tenha sido parte do problema. 

"– Você até merece ser minha esposa.
(...)
– Eu sou um demônio mau. Claro que não lhe fiz nenhum elogio, mas realmente aprecio uma esposa com um pouco de maldade no coração." 

Nessa recontagem do clássico somos apresentados à Nyx Trikelion, uma jovem de 17 anos prestes a se casar com o Príncipe dos Demônios, ironicamente conhecido como Lorde Gentil. E se você já acha estranho o fato de uma moça tão jovem se casar e, ainda por cima, ser com um demônio, aí vem a pior parte: tudo isso foi arranjado por seu próprio pai antes mesmo de Nyx nascer. 

Pois é galera, não tá fácil pra ninguém, mas pra pobre da Nyx tá pior ainda, sendo obrigada a cumprir um destino cruel imposto pela pessoa que mais deveria amá-la e protegê-la. Isso é o que chamamos de um paizão, né? Só que não. 

Como se casar-se contra a sua vontade com um demônio temido por todos na ilha de Arcádia já não fosse ruim o bastante, o queridíssimo pai da Nyx acaba arranjando mais uma pra ela: a jovem ficou incumbida de destruir Lorde Gentil (porque né, molezinha pra uma adolescente matar um demônio que tá há 900 anos no poder. Tranquilo). 

E é partindo daí que a história tem início e vamos conhecendo mais dos personagens e da trama criada por Rosamund Hodge. 

"Astraia crescera muito amada, a imagem vívida de minha mãe. E eu havia crescido sabendo que meu único propósito seria o de ser a encarnação da vingança do meu pai."

Resenha: Minha vida (não) é uma comédia romântica - Lola Salgado

em 22 de dezembro de 2020


Autora: Lola Salgado
Ano: 2018
Páginas: 349
Formato: E-book

Sinopse: Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo? Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração. 


Publicado em 2018 de forma independente na Amazon, “Minha Vida (não) é uma Comédia Romântica” traz a história de Chloe, uma mulher de 25 anos que se encontra um tanto quanto perdida na vida. 

Sendo a filha do meio, ela carrega o estigma de não ser tão bela quanto sua irmã caçula e nem tão bem sucedida quanto sua irmã mais velha. Enquanto ambas parecem estar encaminhadas e já sabendo que rumo seguir, Chloe sente ser a única que ainda não descobriu o seu caminho, o seu propósito na vida – sim, galera, altas crises existenciais. O fato de já ter desistido de três faculdades e de ter uma tia que vive implicando e jogando seu aparente fracasso na sua cara não ajuda muito. E, pra completar, ainda tem um tarado que liga diariamente pro seu trabalho pra atormentar a paz das funcionárias da CarreTel. Realmente, se tem alguém precisando de um banho de sal grosso, esse alguém é a Chloe – que fase, meus amigos. 

Determinada a tomar as rédeas da situação em que se encontra rumo a vida adulta que sempre sonhou, ela decide se inspirar em suas tão queridas comédias românticas e ir atrás do que parece ser o item mais fácil da lista: encontrar o grande amor de sua vida – porque né, molezinha. 

No entanto, como a vida da Chloe (não) é uma comédia romântica e azar nunca é demais, nossa mocinha acaba insultando uma cigana que, em resposta, roga uma praga pra ela, dificultando um pouquinho mais a sua busca – realmente, aquele banho de sal grosso não seria nada mal agora. 

"Droga, por que eu não tinha sorte no amor? Aquele ditado diz sorte no amor, azar no jogo, e vice-versa. Mas eu tinha azar nos dois. Só isso. Não havia um equilíbrio na minha vida."

Para os românticos incorrigíveis, eis aqui o seu post

em 7 de dezembro de 2020

Foto: Rafaela Ferrarezi

Se você chegou até aqui, muito provavelmente se deve ao fato de ter se identificado com o “românticos incorrigíveis” do título. Acertei? 

Bom, considerando ser esse o caso, imagino que na hora de escolher a sua próxima leitura, o romance se mostra uma característica indispensável na história. Acertei outra vez? 

Se a resposta for afirmativa para as duas perguntas anteriores, então você com certeza faz parte do clube dos românticos de carteirinha. Sendo assim, como membro oficial do clube, você sabia que na literatura existem diversos “tipos” de romance? 

A resposta foi “sim” novamente? 

Mas será que você sabe quais são eles? Sim? Não? 

Então vem comigo que eu te mostro!

Alerta Maratona: Dash & Lily

em 22 de novembro de 2020


Fala, galera! Tudo bom com vocês? 

Quebrando um pouco a “rotina” de postagens do meu TCC, hoje decidi trazer um conteúdo diferente. Uma recomendação de série que, eu tenho certeza, se você é fã de produções natalinas, muito provavelmente você já assistiu – sim, eu sou a atrasada do rolê que assiste as coisas depois de (quase) todo mundo. Mãaas, sou seguidora da filosofia de que o atrasado nunca anda só. Na verdade, nós somos um grupinho muito unido e gente boa, entãaaao... seguindo o princípio de que eu não posso ser a única enrolada nos lançamentos da Netflix, cá estou eu para disseminar a palavra de “Dash & Lily” pra vocês! 

No caso de você já ter assistido, bora “relembrar” o que faz essa série ser tão amorzinho. Já para quem faz parte do Bonde dos Atrasados, segura na minha mãozinha macia e perfumada e bora conhecer essa série que tem tudo pra ganhar o seu coração! 

(podcast) Pitaco Literário - Martha Medeiros

em 20 de novembro de 2020

Foto: Rafaela Ferrarezi

Está no ar o primeiro episódio do nosso podcast de leitura! 

Como falamos recentemente sobre crônicas, achei que seria legal mostrar "na prática" o talento de uma das cronistas apresentadas naquele post – a minha preferida, por sinal. Ficou curioso(a)? Então é só dar o play! Espero que vocês gostem!

Resenha: Vidas na Noite - Aione Simões

em 11 de novembro de 2020


Autora: Aione Simões
Ano: 2018
Páginas: 51
Formato: E-book


Sinopse: Um bar pode ser palco para muitas histórias: começos, transformações, pontos finais.
Vidas na Noite é uma antologia com cinco contos de diferentes gêneros – do jovem adulto ao chick-lit, passando por thriller psicológico e erótico – para narrar as diferentes tramas que se desenvolvem simultaneamente em um estabelecimento noturno.
Cada conto, uma emoção. Cada história, uma vida única. Vidas na Noite é um convite para encarar as várias facetas de nossa própria existência. 




Publicado em 2018 de forma independente na Amazon, Vidas na Noite é um compilado de recortes de cinco histórias distintas acontecendo no mesmo dia. O pano de fundo desses acontecimentos se passa em um bar, onde cada um dos personagens aparece em algum momento da noite em meio a um conflito. 

O livro reúne contos com diferentes problemáticas, indo desde os conflitos de autoimagem vividos na adolescência, a traição e o perdão em um relacionamento amoroso, a superação de um relacionamento abusivo, o erotismo de uma noite sem controle, até as incertezas em seguir um sonho quando isso implica em deixar para trás um grande amor. 

Com uma narrativa leve, a autora conseguiu desenvolver cinco propostas de histórias diferentes que, apesar de curtas, conseguem cativar a atenção do leitor. Embora todas elas tenham o seu charme, confesso que a que mais me chamou a atenção foi justamente a escolhida para fechar essa coletânea, intitulada “O começo de tudo”. 

Dicas para desenvolver (e manter!) o hábito da leitura

em 4 de novembro de 2020

Foto: Freepik

Assim como se exercitar e se alimentar corretamente, a leitura também é um hábito e, como tal, precisa ser desenvolvida e trabalhada todos os dias. Pensando nisso, hoje eu trago três dicas que podem te ajudar no aperfeiçoamento dessa prática. Ficou curioso(a)? Então é só continuar lendo esse post!

Uma reflexão sobre a quarentena e os livros

em 29 de outubro de 2020

Cena do livro e curta-metragem "Os Fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo", de William Joyce.

Recentemente, com toda essa história de quarentena, me peguei bem introspectiva, refletindo sobre algumas coisas. Uma delas foi sobre o papel incrível que os livros podem desempenhar nesse período de isolamento social. 

Foi justamente enquanto pensava nisso que me lembrei de um curta-metragem que conheci ainda na época da escola, e que acabou se tornando uma das minhas histórias preferidas. 

Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo” ou ainda “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” é um curta-metragem de animação, escrito e ilustrado por William Joyce e vencedor do Oscar de 2012 em sua categoria. O sucesso foi tanto que a história acabou ganhando também sua versão impressa, sendo transformada em um livro infantil – mas que agrada facilmente leitores de todas as idades. 

Apesar de não se tratar de uma produção recente, a história contada não poderia se encaixar melhor nos dias de hoje.

3 autores para começar a ler crônicas

em 27 de outubro de 2020

Minha coleção de livros do gênero. | Foto: Rafaela Ferrarezi


Quem me conhece sabe do meu amor pelas crônicas. Não é nenhuma novidade o quanto esse estilo narrativo me cativa desde a adolescência, com as crônicas da Bruna Vieira publicadas no “Depois dos Quinze” – mais alguém é dessa época ou eu estou sozinha nessa? 

Posteriormente, outros cronistas foram ganhando espaço nas prateleiras da minha estante e conquistando um lugar cativo entre as minhas leituras. Embora os livros de crônicas não sejam a primeira escolha de muitos leitores, é um gênero único e que merece a sua chance de ser lido e conhecido. 

Através de uma narrativa de fatos do cotidiano e das reflexões que surgem a partir desses acontecimentos corriqueiros, o cronista consegue, muitas vezes, te fazer enxergar o mundo e as pequenas coisas do dia a dia com outros olhos – seja de uma perspectiva mais crítica, mais romântica ou mais leve e bem humorada. 

Outra característica que me faz admirar ainda mais os cronistas é a sua habilidade com a escrita. Mais difícil do que contar uma boa história é contá-la fazendo uso de poucas páginas, e, nesse quesito, os cronistas tiram de letra. 

Por conta disso, hoje eu trago a indicação de três autores que figuram a minha lista de cronistas preferidos. Todos eles apresentam textos leves e extremamente bem escritos, e são uma ótima companhia para aqueles momentos de longas esperas – seja na fila de um banco, em um consultório médico ou esperando a aula começar.

Então eu me formei na faculdade (no meio de uma pandemia)

em 11 de agosto de 2020

Já que a banca foi online, tive que usar a criatividade pra fazer a minha foto de "TCC apresentado, fui aprovada!" 
Eis a vida do graduando quarentener 🤣

Sem dúvida alguma, se você perguntar para qualquer jovem como ele sonha concluir uma graduação de longos anos, uma pandemia não fará parte do pacote “sonhos de formatura”. Jamais. Nunquinha mesmo. 

Mas é óbvio que o universo não pergunta para ninguém – que dirá para os formandos – se tá tudo bem liberar um vírus maligno no mundo. A gente que lute, tanto para sobreviver como para se adaptar. 

E foi o que eu e meus colegas de turma fizemos. Apesar de ter que encarar um sistema de aulas e de orientação de TCC online que não nos agradou muito – não me levem a mal, a gente sempre teve plena consciência do privilégio que tínhamos pelo simples fato de poder continuar estudando, mas realmente não foi fácil ter que enfrentar essa virada de 360 graus em pleno último semestre da faculdade – e mesmo com a incerteza de como seria o desenrolar dos próximos meses em meio a essa pandemia, nós seguimos em frente e aceitamos o desafio de concluir a reta final da graduação como fosse possível, afinal, chegamos muito longe para desistir tão perto da linha de chegada. O jeito era continuar nadando sem deixar ninguém morrer na praia. 

No caso de você ser novo por aqui, o curso de graduação que escolhi fazer foi o de jornalismo. Pra quem não sabe, esse curso traz uma carga horária dividida entre matérias práticas e teóricas... Para azar de todos, é óbvio que algumas das práticas que estávamos mais ansiosos para ter acabaram ficando para esse último semestre, o que acabou resultando em uma grande frustração. 

Com esse novo cenário, tivemos que nos virar nos trinta para adaptar essas disciplinas práticas ao novo formato de aulas online. É a velha história da vida dando limões e da gente fazendo uma limonada – ou uma caipirinha, né? Porque dadas as circunstâncias, não tá fácil. 

Só tenta

em 21 de maio de 2020

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Textinho que eu escrevi já tem uns meses e ainda não tinha compartilhado com vocês.
Levando em conta o período que estamos vivendo, acho que não teria momento melhor para postá-lo.
Espero que gostem ❤

Inspira. Expira. Não pira (ou ao menos tenta
Puxa o ar pelo nariz. Solta pela boca. 
Tenta deixar o pensamento solto. Não pensa em nada, só respira. 

Enquanto o ar entra pela minha boca, enchendo ao máximo pulmões que eu nem imaginava serem tão expansíveis, é como se a agonia hospedada na boca do meu estômago finalmente saísse para dar uma volta... No entanto, o passeio é curto e, quando o ar deixa meus pulmões e parte pelo meu nariz, a hóspede indesejada retorna com força total, agora acompanhada de um descompasso sem vergonha que afeta o meu coração. Aí eu inspiro de novo, e tudo fica calmo mais uma vez. 

Livro físico x digital: qual o melhor formato na hora da leitura?

em 23 de agosto de 2019


Já faz um tempo desde a primeira vez que li em formato digital. Na verdade, a primeira leitura que fiz através de uma tela aconteceu bem antes dessa era super tecnológica dos leitores digitais. Foi por meio das famosas e super úteis  comunidades do falecido Orkut (quem lembra? sdds s2 por favor, me digam que vocês se lembram disso para que eu não me sinta senil sozinha, obrigada) que eu tive acesso aos PDFs de vários dos títulos que me tornaram a leitora que sou hoje. Se o preço das livrarias físicas não colaboravam, a gente tinha que dar nossos pulos, não é mesmo? E foi através dessas comunidades que eu pude conhecer histórias e autores maravilhosos e me manter ativa na vida de leitora.

É claro que ler pela tela de um computador não era uma das experiências mais agradáveis do mundo. Ainda mais que, na época, era aquele PCzão mesmo, sabe? Com CPU barulhenta e monitor que parecia uma caixa de tão grande (lembro que eu até deixava um ursinho de pelúcia em cima da tela... Meu deus, assim fica difícil não me sentir velha, MISERICÓRDIA). Lembro também que, como a boa coruja insone que sou, virava a noite sentada em frente ao computador R.I.P coluna, sempre atenta para desligar o monitor e fingir que estava dormindo caso meus pais acordassem no meio da noite (mãe e pai, espero que vocês nunca leiam isso).

Muitos anos e promoções malucas da Saraiva e Submarino depois  que possuem minha mais sincera gratidão, pois permitiram que eu voltasse a comprar livros sem ter que vender meus órgãos no mercado negro love u forever , a tecnologia evoluiu grazadeus e alguma mente brilhante teve a ideia de desenvolver um aparelho próprio para a leitura. Sério, vontade de dar um beijo na pessoa que teve essa ideia.

Há aqueles que ainda torcem o nariz quando o assunto é leitor digital, defendendo até a morte a sensação e o prazer únicos que o perfume e o virar das páginas de um livro causam em um leitor apaixonado. Quem sou eu para contrariar, não é mesmo? Concordo em gênero, número e grau. No entanto... Você já leu algum livro  qualquer um  em um e-reader? Porque sério, é uma experiência tão indescritível quanto. 

E preciso te dizer que, se você, assim como eu, for míope, então meu amigo...

 

As pessoas evoluídas e de visão perfeita que me desculpem, mas pra mim, reles mortal com três graus e meio de miopia, a leitura na madrugada se mostra uma tarefa bem complicada em meio a iluminação nada espetacular do meu quarto. Simplesmente não combina. Não dá pra ser uma leitora da madrugada, míope e plenamente feliz com um livro físico em mãos, sabe? A conta não fecha e, de duas uma: ou você abandona a leitura do exemplar físico e parte logo pro digital, ou você se empenha na leitura do físico mesmo com as letrinhas tudo embaralhando e você levando mais tempo  e esforço  pra ler uma quantidade de páginas menor.

Histórias contidas nas páginas de um sebo

em 15 de agosto de 2019

Imagem aleatória que eu peguei da internet porque a maravilhosa que vos fala esqueceu de tirar foto do sebo.
Crônica escrita no início de julho mas que só estou postando agora
 por motivos de não sabia se devia postar ou não don't judge me, i'm shy.
Espero que gostem <3

         Essa semana eu finalmente criei coragem. Juntei em uma mochila alguns dos títulos que compunham a minha estimada coleção, mas que já não faziam sentido dentro dessa composição. Um total de dez livros, dos mais parrudos até os menos robustos. Ajeitei-os com o mesmo cuidado de sempre e, já em clima de despedida, parti levando-os ao encontro de seu novo lar – espero eu que, provisório. 
         Ao chegar em nosso destino, me encaminhei ao balcão de atendimento para fazer as apresentações. Não a minha. Eu pouco importo nessa história. Mas a dos livros. Tanto tempo presos dentro de uma estante com certeza deixou-os ansiosos por novos ares. Não sei se os ares daquele ambiente era bem o que eles esperavam. 
         Amontoados ali e em todos os cantos, se encontravam dezenas, talvez centenas ou milhares de semelhantes. Uns mais experientes que outros. Outros, tão novatos e perdidos quanto eles. As mãos que agora os seguravam eram ágeis e frias. Avaliativas. Não tinham o cuidado e apreciação que outrora encontraram em minhas mãos. Ali eles eram apenas produtos – e com um valor determinado. 
         – Se você quiser vender, o máximo que posso te dar são vinte reais. – anunciou o atendente. – Compensa mais trocar. Pra troca o crédito é de cinquenta e cinco. 
         O valor me pegou um pouco de surpresa. Já imaginava que não faria um bom negócio vendendo aqueles títulos, mas até mesmo o valor para troca era abaixo do esperado. Dei uma última olhada para a pilha que antes enfileirava uma das prateleiras da minha estante. Era como se pedissem para voltar para casa comigo. 
         Apesar da dificuldade em dizer adeus, eu sabia que, possivelmente, estava tomando a melhor atitude. Livros devem ser lidos, e suas histórias, contadas. Devem ser mantidos apenas quando falam com você, te tocando de uma maneira única. No caso daqueles títulos me encarando, eu sabia que eles ansiavam por finalmente encontrar os leitores que seriam capazes de escutar suas vozes, e fazê-las ecoar. Eu não era essa leitora.

Resenha: Como se vingar de um cretino - Suzanne Enoch

em 31 de julho de 2019

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Título Original: The Rake
Autora: Suzanne Enoch
Série: Lições de Amor (vol. #1)
Ano: 2018
Editora: Harlequin
Páginas: 288

Sinopse: Lady Georgie está cansada de ver Tristan Carroway, visconde de Dare, partir os corações das jovens damas da sociedade londrina. Ela o considera um cretino por fazer isso sem remorso e porque também já caiu na sedução dele. Seis anos atrás, Tristan se empenhou em cortejá-la, tudo por causa de uma aposta que quase arruinou o futuro da jovem debutante. Disposta a se vingar, Georgiana acha a forma perfeita: seduzir o terrível visconde e abandoná-lo. Dessa forma ele aprenderá a respeitar os sentimentos das outras pessoas.

Tristan está em um momento perigoso: sua família está à beira da falência e a única forma de solucionar o problema é se casando com uma herdeira que esteja interessada no título de viscondessa de Dare. Mas como é possível se aproximar e conquistar uma esposa se Georgiana Halley está sempre atrapalhando, seja batendo-lhe os dedos com um leque ou... simplesmente roubando o seu coração? Ser seduzido não está nos planos de Tristan, mas se Georgie acha que pode sair impune dessa lição, talvez ela esteja muito enganada!

"Como se vingar de um cretino" trata-se do primeiro volume da trilogia Lições de Amor. Logo no início do livro somos apresentados ao plano maluco que Georgie e suas duas melhores amigas, Lucinda e Evelyn (as protagonistas dos próximos volumes), decidem pôr em prática: cada uma irá criar uma lista de regras que deveriam ser seguidas pelos cavalheiros ao tentar ganhar o coração de uma dama e, a partir dessa lista, elas escolherão um homem cada para ensiná-los o que precisam saber para impressionar adequadamente uma dama. É esse plano que vai guiar o desenvolvimento da trilogia, sendo Georgie a primeira a colocá-lo em ação.

Tendo um passado conturbado com o sedutor visconde de Dare, Tristan Carroway, Georgie acaba escolhendo-o para ensiná-lo de uma vez por todas a não brincar com o coração alheio – nem que, para isso, ela acabe arriscando o próprio coração no processo.

"– (...) você acha que ele é alguém a quem você possa entregar seu coração, minha querida?
– Essa é uma ótima pergunta. Eu a avisarei quando souber da resposta. – Georgiana deu as costas para a tia, seguindo na direção de seu quarto. – Eu realmente gostaria que meu coração e minha cabeça tomassem as mesmas decisões, no entanto.
Frederica franziu o cenho. Isso era ainda pior do que imaginara.
– Não gostaríamos todos?" 

Com uma escrita fluida e envolvente, Suzanne Enoch constrói não apenas uma narrativa leve e divertida, mas também personagens igualmente cativantes. Quem me acompanha aqui no blog há mais tempo sabe o quanto eu AMO relacionamentos de amor e ódio, com o mocinho e a mocinha sempre brigando e se provocando, mas que a gente sabe que, lá no fundo, um não vive sem o outro (sim, eu amo um clichê, me deixa). Por conta disso, fiquei MUITO feliz quando vi que a relação do Tristan e da Georgie se tratava exatamente de um relacionamento cão e gato, cheia de diálogos sarcásticos e comentários ácidos, bem do jeitinho que eu gosto <3.

Os dois se conhecem há anos e, graças ao orgulho e a falta de comunicação sincera entre eles, o casal acaba ficando seis anos separado tentando se convencer de que agora se odeiam. Preciso dizer que chega uma hora que isso realmente cansa um pouco o leitor, já que fica bem óbvio que os dois se amam e que se fossem sinceros, tanto um com o outro como com si mesmos, eles já poderiam estar juntos há muito tempo. 

Apesar de ter toda essa enrolação do casal tentando se decidir se se amam ou não, se confiam um no outro ou não, se ficam juntos ou não (sério, gente, isso realmente acontece e permeia boa parte da história. Não digam que eu não avisei -_-), ainda assim trata-se de uma relação bem divertida e envolvente, pois mesmo com todos esses questionamentos rondando a cabeça dos dois, eles simplesmente não conseguem ficar separados.

"– Não me aperte tanto – murmurou Georgiana, os dedos apertando os dele novamente.
– Desculpe – disse Tristan, retomando a distância adequada entre eles. – Hábito antigo.
– Não dançamos a valsa há seis anos, milorde.
– A senhorita é difícil de esquecer.
O verde-esmeralda frio dos olhos dela voltaram a encará-lo.
– Isso é para ser um elogio?
Meu Deus, acabaria sendo assassinado.
– Não. Apenas uma constatação. Desde que... nos distanciamos, a senhorita quebrou dezessete leques em mim, e agora me deixou com dois dedos do pé esmagados. Isso é difícil de esquecer." 

Dramatizando: Jugglers

em 27 de julho de 2019


Olá meus amooores! Tudo bom com vocês? ^-^
No post de hoje eu trago mais uma indicação bem linda de dorama pra vocês <3. Essa história é perfeita pra quem ADORA aquele típico romance clichê de escritório, com uma protagonista forte e personagens secundários que vivem roubando a cena.

Ficou curioso? Então segura na minha mãozinha macia e perfumada e vêm comigo ler o post de hoje!

Sinopse: Jwa Yoon Yi viveu sua vida com uma atitude passiva. Ela tem um espírito de devoção e obediência. Nam Chi Won recusa os interesses de outras pessoas e os de desenvolver relacionamentos. Eles se encontram no trabalho como chefe e secretária.

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Obviamente que essa sinopse não diz nada sobre o porquê você deveria dar uma chance pra esse drama, não é mesmo? Entãaaao, vou tomar pra mim essa responsabilidade e #oremos para que eu tenha sucesso.

Trailer de Mulan revela mudanças na adaptação

em 12 de julho de 2019

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Eis que, depois de muita, mas MUITA espera MESMO, o primeiro trailer do live-action de Mulan – finalmente – foi liberado essa semana. Caso você tenha se escondido embaixo de uma pedra nos últimos dias e ainda não tenha visto, é só clicar aqui ou ler o post até o final (; 

Preciso dizer que já estava perdendo as esperanças dessa adaptação, de fato, sair do papel. Fazia tanto tempo desde a última notícia sobre o live-action que eu realmente estava começando a acreditar que ele jamais se tornaria real. Qual não foi a minha surpresa quando, em meio a notícias e discussões sobre adaptações como “O Rei Leão” e “A Pequena Sereia” me deparei não só com a volta de Mulan à mídia, mas também com o primeiro trailer dessa adaptação. UM TRAILER, MINHA GENTE. Eu não fazia nem ideia que eles já haviam selecionado todo o elenco! 

É claro que, mais que depressa eu fui assistir... E sério, o que foi que fizeram com Mulan? 

Obviamente que o trailer está incrível e, pelo pouco que deu para ver nesses um minuto e trinta e um segundos, a fotografia está impecável. Não esperava nada menos da Disney nesse quesito. Mas gente, será que eu fui a única que se sentiu um pouquinho decepcionada com as mudanças na história? 

Pelo que eu pesquisei, ainda não tem nenhuma informação muito concreta do que foi, de fato, alterado. Mas já são diversos os rumores sobre o que esperar dessa nova versão do clássico de 1998 onde, aparentemente, a Disney optou por mesclar características da animação produzida pelo estúdio, com o poema folclórico chinês A Balada de Mulan, na tentativa de dar ao live-action um tom mais sério. 

O problema é que esse “tom mais sério” implica em retirar alguns dos elementos cômicos mais queridos pela geração de fãs da animação: Mushu e Grilo. Como se isso por si só já não fosse ruim o bastante, o live-action ainda terá outras mudanças, como o corte do personagem Li Shang, a alteração do vilão da história, trocando o Shan Yu e seu exército huno por uma feiticeira, além do fato da adaptação não ser um musical como a animação. 

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Eu entendo que muitos dirão que o foco dessa história é a própria Mulan (afinal, ela leva o nome da personagem como título) e sua busca em trazer honra para sua família, se passando por homem ao ir lutar na guerra. Mas pra mim, adaptar a animação excluindo alguns de seus elementos essenciais e mantendo apenas o título e o contexto da história, é o mesmo que acontece com os veganos adaptando pratos não-veganos. Não sei se essa analogia vai fazer tanto sentido pra vocês quanto faz pra mim #oremos, mas vamos lá XD 

Dramatizando: Her Private Life

em 1 de julho de 2019


E aí, meus chuchus! Como é que vocês estão?
E não é que quem é vivo, de fato, sempre aparece? Cá estou eu, depois de (novamente) quase um ano sem dar sinal de vida por aqui pois é, já tá virando tradição. Mãaaaas, é como eu sempre digo né? Rafinha aqui sempre volta. E se é pra voltar, então que seja com um post BEM lindo pra vocês perdoarem o meu sumiço (olha o amor no coração, viu, meu povo? Perdoar é preciso u_u)

O post de hoje é pra falar do meu mais novo amor do reino mágico dos doramas. Aquele chuchuzinho que honra a memória dos depoimentos do finado Orkut. O que dizer desse hino que mal conheço e já considero pakas? No caso de você estar se perguntando o que diabos está fazendo aqui lendo as palavras dessa doida, caaaalma, meu querido coleguinha. Te garanto que vai valer a pena e você vai perceber que eu nem sou tão louca assim. Então, no caso de você nunca ter visto nenhum dorama e ter caído aqui de paraquedas, abra as portas desse coraçãozinho apaixonado por séries americanas (não adianta negar que eu sei), segura na minha mãozinha macia e perfumada, e venha conhecer e quem sabe dar uma chance essa série coreana que vai ganhar o seu coração assim como ganhou o meu <3

P.S: esse é o primeiro post que eu escrevo em quase um ano pra esse bloguinho... Se preparem pro textão imenso e cheio de amor <3

P.S2: vocês tem noção que faz quase 4 anos desde a última vez que falei sobre doramas aqui no blog??? QUATRO FUCKING ANOS!! #chocada o.o

Sinopse: Uma profissional dedicada, Sung Deok Mi vive para o seu trabalho como curadora de galeria de arte. Dedicando-se ao seu trabalho, ela é excepcional em todos os sentidos, exceto um. Por trás daquela imagem de descontraída e profissional, Deok Mi carrega um segredo sombrio. Um segredo que ela quer esconder desesperadamente do mundo, que afastou antigos namorados e que controla cada momento de sua vida pessoal... 
Sung Deok Mi é a maior fangirl de Cha Shi An. 
A dedicada gerente de um fansite para Shi An, Deok Mi come, respira e dorme por Shi An. Ele é o seu sol e lua. Todo o seu universo gira em torno dele. 
Esse é o segredo que Deok Mi deve esconder do mundo. 
E como ela esconde. Pelo menos até Ryan Gold, o novo diretor de arte da galeria, entrar em sua vida. Um pintor outrora famoso, o antigo artista e agora diretor se considera um ser indiferente, despreocupado com a vida dos outros. Mas quando ele descobre o segredo de Deok Mi, tudo muda. (www)


Baseado no webtoon Noona Fan Dot Com de Kim Seng Yeon, Her Private Life é a comédia romântica PERFEITA para os fãs do gênero. A história consegue prender a sua atenção desde o primeiro episódio, além de contar com personagens extremamente carismáticos - desde os principais até os coadjuvantes - que fazem toda a diferença na composição do elenco.

É claro que eu poderia me dar por satisfeita e encerrar esse post aqui mesmo, mas aí não seria a Rafaela que vos fala, não é mesmo? Então vamos aprofundar um pouquinho mais no por que você já deveria estar baixando o primeiro episódio desse drama maravilhoso enquanto continua a leitura desse post igualmente maravilhoso u_u

Escolha dos protagonistas de "Hush, Hush" no cinema

em 30 de agosto de 2018

Aqueles que "despertaram" para o mundo da leitura com a febre causada pelo sucesso de "Crepúsculo" em 2008, com certeza irão se lembrar do boom de lançamentos da literatura YA sobrenatural. Se você é dessa época, a menção de um certo anjo caído deve trazer boas lembranças... Principalmente em se tratando de Patch Cipriano, o bad boy que só usava preto e que com certeza compunha a sua santíssima trindade dos boy magia literários da época (muito provavelmente acompanhado de Edward Cullen e Jacob Black). 

Lançado em 2009, "Sussurro" foi o primeiro livro da saga "Hush, Hush", da autora Becca Fitzpatrick. Com sua história narrada pela perspectiva de Nora Grey, conhecemos um pouco de sua pacata vida. Como se já não bastasse ter que lidar com todos os dramas da adolescência e do ensino médio que fase, hein migos? ela ainda se depara com mais uma: Patch Cipriano, que como todo bad boy de respeito, obviamente, esconde um mega segredo: na verdade, ele é um anjo caído.

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Pois é meu povo, se já tava difícil de lidar com os dramas da vida adolescente, imagina depois dessa?  Só vai complicar ainda mais a cabeça - e o coração - da pobre Nora. E obviamente que o nosso também, né mores? Por que se não for pra sofrer junto e se apaixonar por boy que não existe a gente nem perde tempo, né nom? não adianta negar que EU SEI!

A questão é: apesar de todas nós, leitoras, já termos nos apaixonado pelo Patch logo que ele apareceu em nossas vidas, foram necessários quase 10 ANOS para que a indústria cinematográfica reconhecesse  todo esse potencial!

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Muitos de vocês já devem ter visto que foi anunciada a escolha dos atores que irão dar vida ao Patch e a Nora nos cinemas e, eu não sei vocês, mas toda a minha visão, construída e idealizada ao longo de quase 10 anos, de como seriam esses dois chuchuzinhos, com certeza destoa COMPLETAMENTE da escolha que fizeram.

Eu sei que, em grande parte, os fãs devem ficar felizes por uma adaptação dessa história finalmente acontecer nos cinemas, mãaaas... Pra mim essa escolha de atores tão diferentes da idealização feita pelos fãs não faz o menor sentido. E eu vou dizer o porquê.

Resenha: Obsidiana - Jennifer Armentrout

em 20 de agosto de 2018



Título Original: Obsidian
Autora: Jennifer L. Armentrout
Série: Saga Lux (vol. #1)
Ano: 2015
Editora: Valentina
Páginas: 320

Sinopse: Começar de novo é um saco. Quando a gente se mudou para o interior, bem no início do último ano do colégio, eu já vinha me preparando para o sotaque caipira, o tédio, a internet lenta e um monte de chatices... Até dar de cara com o meu vizinho lindo e seus intimidantes olhos verdes.
Hummm... os prognósticos estavam melhorando.
Até que... Ele abriu a boca. Daemon é irritante. Arrogante. Dá vontade de matar. A gente não se dá bem. Não mesmo. Mas, quando um caminhão quase me transforma em panqueca, o garoto literalmente congela o tempo com um aceno de mão, e aí, bom, algo inesperado acontece.
O alien gato [meu vizinho] tem poderes!!! Você me ouviu bem, ALIEN! A verdade é que ele e a irmã têm uma galáxia de inimigos que querem roubar seus poderes. O rastro que deixou em mim brilha como uma árvore de Natal, e isso não é nada bom. O único jeito de sair viva dessa é ficar colada em Daemon, até a magia alienígena desaparecer.
Quer dizer, isso se eu não matar o cara primeiro.

Resenha originalmente escrita no final de 2015, aprimorada em 2017 e publicada em 2018 (don't judge me). Meu sentimento de amor continua o mesmo, só pra registrar <3

Depois de muitos pedidos - mas muitos pedidos MESMO -, finalmente uma editora brasileira decidiu ouvir a voz do povo afinal, estamos falando da voz de Deus, né não? u_u e investir na publicação da Saga Lux aqui no Brasil.

Sempre tive muita curiosidade com relação a esses livros, pois nunca li nenhum comentário negativo a respeito, fora todas as campanhas que vi no Facebook por parte dos leitores para trazer a saga pra cá. Tanta insistência não poderia ser em uma coisa que não valesse a pena, não é mesmo?
Não pretendia comprar e muito menos ler "Obsidiana" tão cedo, por motivos de: minha ansiedade extrema não permite. Sério gente, eu sou ansiosa a um ponto que eu não consigo começar a ler série alguma que não esteja completa. Eu fico em uma agonia tão grande pelo próximo volume que não consigo me concentrar em nenhuma outra leitura. Então, pra mim, já é de praxe esperar os livros serem lançados, todo mundo lendo e eu ficando pra trás e eu esperando pelo menos anunciarem a data do lançamento do último livro. Só aí que eu começo a ler.

Mãaaaas, eis que a blogueira que vos fala tinha que ir ao shopping e, assim como também já é de costume, tinha que passar por aquelas belas portas daquele local mágico chamado livraria. E eis que "Obsidiana" estava lá, em todo seu esplendor e formosura esverdeada, por menos de trinta reais - o que é realmente surpreendente, considerando os preços cobrados nas livrarias físicas. Eis que pego o livro, me apaixono pela capa e, acima de tudo, pelo bofe da capa. SENHOR JESUS, cadê esse macho na minha vida? e por todo trabalho gráfico maravilhoso. E então pensei: "Vou ler só a primeira página..."
Eu juro que realmente acreditava que conseguiria sair da livraria sem novos rombos na carteira a iludida, afinal, são pouquíssimos os livros que conseguem nos fisgar logo na primeira página... E foi aí que eu quebrei a cara, porque "Obsidiana", meu amigo, faz parte desse seleto grupo.

Positivo e Negativo: Motivos para ler "Música do Coração", da Katie Ashley

em 4 de março de 2018


Olá meus amores! Tudo bom? ^-^
Hoje eu trago pra vocês um pouquinho das minhas opiniões com relação a minha última leitura de 2017: Música do Coração, da escritora Katie Ashley. Como eu vi que esse estilo de resenha com as pontuações positivas e negativas foi bem recebido por vocês, decidi dar continuidade a ele. É claro que não é toda resenha que eu consigo pontuar dessa forma, mãaaas... Com esse livro em específico, não pude pensar em maneira melhor de resenhá-lo. Ficou curioso? Então segura na minha mãozinha macia e perfumada e bora lá! \o

Autora: Katie Ashley | Ano: 2014 | Editora: Pandorga | Páginas: 320Sinopse: Para Abby Renard, o plano era para ser simples, se juntar a banda de seus irmãos na última etapa da sua turnê de verão, e decidir se ela está finalmente pronta para a ribalta, tornando-se o seu quarto membro. É claro que ela nunca imaginou que tropeçar no ônibus de turnê errado na Rock Nation, teria acidentalmente pousado-a na cama de Jake Slater, o notório vocalista mulherengo da Runaway Train. Quando ele a confunde com uma de suas groupies, Abby rapidamente esclarece que ela com certeza não está na sua cama de propósito. Jake Slater nunca imaginou que o anjo que caiu na sua cama iria resistir a seus encantos, no mesmo instante o deixou de joelhos. Naturalmente, o fato de que ela parece uma menina certinha do coro poderia ser qualquer coisa, menos o tipo dele. Então, ele está mais do que surpreso quando, depois de apostar com Abby que ela não duraria uma semana no seu ônibus de turnê, ela está mais do que disposta a provar que ele estava errado. Com a vida pessoal de Jake implodindo a sua volta, ele encontra uma improvável aliada em Abby. Ele nunca conheceu uma mulher que pudesse conversar, brincar, ou o mais importante fazer música com ela. Quando a semana começa a chegar ao fim, nem Abby, nem Jake estão prontos para seguir em frente. Pode uma cantora de Country querida e um bad boy do rocknroll, de verdade, terem um futuro juntos?