Então eu me formei na faculdade (no meio de uma pandemia)

em 11 de agosto de 2020

Já que a banca foi online, tive que usar a criatividade pra fazer a minha foto de "TCC apresentado, fui aprovada!" 
Eis a vida do graduando quarentener 🤣

Sem dúvida alguma, se você perguntar para qualquer jovem como ele sonha concluir uma graduação de longos anos, uma pandemia não fará parte do pacote “sonhos de formatura”. Jamais. Nunquinha mesmo. 

Mas é óbvio que o universo não pergunta para ninguém – que dirá para os formandos – se tá tudo bem liberar um vírus maligno no mundo. A gente que lute, tanto para sobreviver como para se adaptar. 

E foi o que eu e meus colegas de turma fizemos. Apesar de ter que encarar um sistema de aulas e de orientação de TCC online que não nos agradou muito – não me levem a mal, a gente sempre teve plena consciência do privilégio que tínhamos pelo simples fato de poder continuar estudando, mas realmente não foi fácil ter que enfrentar essa virada de 360 graus em pleno último semestre da faculdade – e mesmo com a incerteza de como seria o desenrolar dos próximos meses em meio a essa pandemia, nós seguimos em frente e aceitamos o desafio de concluir a reta final da graduação como fosse possível, afinal, chegamos muito longe para desistir tão perto da linha de chegada. O jeito era continuar nadando sem deixar ninguém morrer na praia. 

No caso de você ser novo por aqui, o curso de graduação que escolhi fazer foi o de jornalismo. Pra quem não sabe, esse curso traz uma carga horária dividida entre matérias práticas e teóricas... Para azar de todos, é óbvio que algumas das práticas que estávamos mais ansiosos para ter acabaram ficando para esse último semestre, o que acabou resultando em uma grande frustração. 

Com esse novo cenário, tivemos que nos virar nos trinta para adaptar essas disciplinas práticas ao novo formato de aulas online. É a velha história da vida dando limões e da gente fazendo uma limonada – ou uma caipirinha, né? Porque dadas as circunstâncias, não tá fácil. 

Só tenta

em 21 de maio de 2020

Resultado de imagem para inhale exhale gif

Textinho que eu escrevi já tem uns meses e ainda não tinha compartilhado com vocês.
Levando em conta o período que estamos vivendo, acho que não teria momento melhor para postá-lo.
Espero que gostem ❤

Inspira. Expira. Não pira (ou ao menos tenta
Puxa o ar pelo nariz. Solta pela boca. 
Tenta deixar o pensamento solto. Não pensa em nada, só respira. 

Enquanto o ar entra pela minha boca, enchendo ao máximo pulmões que eu nem imaginava serem tão expansíveis, é como se a agonia hospedada na boca do meu estômago finalmente saísse para dar uma volta... No entanto, o passeio é curto e, quando o ar deixa meus pulmões e parte pelo meu nariz, a hóspede indesejada retorna com força total, agora acompanhada de um descompasso sem vergonha que afeta o meu coração. Aí eu inspiro de novo, e tudo fica calmo mais uma vez. 

Livro físico x digital: qual o melhor formato na hora da leitura?

em 23 de agosto de 2019


Já faz um tempo desde a primeira vez que li em formato digital. Na verdade, a primeira leitura que fiz através de uma tela aconteceu bem antes dessa era super tecnológica dos leitores digitais. Foi por meio das famosas e super úteis  comunidades do falecido Orkut (quem lembra? sdds s2 por favor, me digam que vocês se lembram disso para que eu não me sinta senil sozinha, obrigada) que eu tive acesso aos PDFs de vários dos títulos que me tornaram a leitora que sou hoje. Se o preço das livrarias físicas não colaboravam, a gente tinha que dar nossos pulos, não é mesmo? E foi através dessas comunidades que eu pude conhecer histórias e autores maravilhosos e me manter ativa na vida de leitora.

É claro que ler pela tela de um computador não era uma das experiências mais agradáveis do mundo. Ainda mais que, na época, era aquele PCzão mesmo, sabe? Com CPU barulhenta e monitor que parecia uma caixa de tão grande (lembro que eu até deixava um ursinho de pelúcia em cima da tela... Meu deus, assim fica difícil não me sentir velha, MISERICÓRDIA). Lembro também que, como a boa coruja insone que sou, virava a noite sentada em frente ao computador R.I.P coluna, sempre atenta para desligar o monitor e fingir que estava dormindo caso meus pais acordassem no meio da noite (mãe e pai, espero que vocês nunca leiam isso).

Muitos anos e promoções malucas da Saraiva e Submarino depois  que possuem minha mais sincera gratidão, pois permitiram que eu voltasse a comprar livros sem ter que vender meus órgãos no mercado negro love u forever , a tecnologia evoluiu grazadeus e alguma mente brilhante teve a ideia de desenvolver um aparelho próprio para a leitura. Sério, vontade de dar um beijo na pessoa que teve essa ideia.

Há aqueles que ainda torcem o nariz quando o assunto é leitor digital, defendendo até a morte a sensação e o prazer únicos que o perfume e o virar das páginas de um livro causam em um leitor apaixonado. Quem sou eu para contrariar, não é mesmo? Concordo em gênero, número e grau. No entanto... Você já leu algum livro  qualquer um  em um e-reader? Porque sério, é uma experiência tão indescritível quanto. 

E preciso te dizer que, se você, assim como eu, for míope, então meu amigo...

 

As pessoas evoluídas e de visão perfeita que me desculpem, mas pra mim, reles mortal com três graus e meio de miopia, a leitura na madrugada se mostra uma tarefa bem complicada em meio a iluminação nada espetacular do meu quarto. Simplesmente não combina. Não dá pra ser uma leitora da madrugada, míope e plenamente feliz com um livro físico em mãos, sabe? A conta não fecha e, de duas uma: ou você abandona a leitura do exemplar físico e parte logo pro digital, ou você se empenha na leitura do físico mesmo com as letrinhas tudo embaralhando e você levando mais tempo  e esforço  pra ler uma quantidade de páginas menor.