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Resenha: Beleza Cruel - Rosamund Hodge

em 30 de dezembro de 2020


Título Original: Cruel Beauty
Autora: Rosamund Hodge
Ano: 2015
Editora: Novo Século
Páginas: 317

Sinopse: Desde o nascimento, Nyx estava prometida em casamento a Lorde Gentil, o perverso governante de Arcádia, tudo por causa de uma irrefletida barganha do pai dela. E, desde então, ela tem sido treinada para matar o soberano. Obrigada a obedecer ao cruel acordo e sentindo-se traída por sua família, Nyx luta contra seu destino. Entretanto, em seu 17º aniversário, ela abandona tudo aquilo que conhece para se casar com o todo-poderoso e imortal Lorde Gentil. O plano dela? Seduzi-lo, desarmá-lo e quebrar a maldição de 900 anos que ele lançou contra seu povo. Mas ele não é o que Nyx esperava. O enigmático charme do Lorde a seduz, e seu castelo, um inconstante labirinto de salas mágicas, a encanta. Enquanto Nyx procura um meio de libertar sua terra revelando os segredos de seu esposo, encontra-se inevitavelmente atraída por ele. Mas como ela pode amar seu inimigo e recusar o dever de matá-lo? Inspirado no clássico conto de fadas A Bela e a Fera, Beleza cruel é uma deslumbrante história de amor sobre como nossos desejos mais profundos podem mudar nosso destino.


Eis que, depois de cinco anos enrolando, eu finalmente li “Beleza Cruel”. E, antes que me julgue, eu tenho certeza que você também tem aquele livro que, religiosamente, você coloca na sua meta anual de leitura e, entra ano sai ano, o coitado acaba sempre esquecido no churrasco, não é mesmo? – não adianta mentir, eu sei das coisas, colega u_u. 

Pois é, quem nunca teve um livro assim que atire a primeira pedra. Mas o importante é que sempre chega a hora de desencalhar o bonito da estante, né? E eis que esse momento chegou e, preciso dizer... Fiquei levemente decepcionada. 

Pra quem não conhece, "Beleza Cruel" se trata de um retelling de A Bela e a Fera, o que por si só já serve pra deixar qualquer fã do conto original com as expectativas lá em cima, não é mesmo? Pois é, talvez esse tenha sido parte do problema. 

"– Você até merece ser minha esposa.
(...)
– Eu sou um demônio mau. Claro que não lhe fiz nenhum elogio, mas realmente aprecio uma esposa com um pouco de maldade no coração." 

Nessa recontagem do clássico somos apresentados à Nyx Trikelion, uma jovem de 17 anos prestes a se casar com o Príncipe dos Demônios, ironicamente conhecido como Lorde Gentil. E se você já acha estranho o fato de uma moça tão jovem se casar e, ainda por cima, ser com um demônio, aí vem a pior parte: tudo isso foi arranjado por seu próprio pai antes mesmo de Nyx nascer. 

Pois é galera, não tá fácil pra ninguém, mas pra pobre da Nyx tá pior ainda, sendo obrigada a cumprir um destino cruel imposto pela pessoa que mais deveria amá-la e protegê-la. Isso é o que chamamos de um paizão, né? Só que não. 

Como se casar-se contra a sua vontade com um demônio temido por todos na ilha de Arcádia já não fosse ruim o bastante, o queridíssimo pai da Nyx acaba arranjando mais uma pra ela: a jovem ficou incumbida de destruir Lorde Gentil (porque né, molezinha pra uma adolescente matar um demônio que tá há 900 anos no poder. Tranquilo). 

E é partindo daí que a história tem início e vamos conhecendo mais dos personagens e da trama criada por Rosamund Hodge. 

"Astraia crescera muito amada, a imagem vívida de minha mãe. E eu havia crescido sabendo que meu único propósito seria o de ser a encarnação da vingança do meu pai."

Para os românticos incorrigíveis, eis aqui o seu post

em 7 de dezembro de 2020

Foto: Rafaela Ferrarezi

Se você chegou até aqui, muito provavelmente se deve ao fato de ter se identificado com o “românticos incorrigíveis” do título. Acertei? 

Bom, considerando ser esse o caso, imagino que na hora de escolher a sua próxima leitura, o romance se mostra uma característica indispensável na história. Acertei outra vez? 

Se a resposta for afirmativa para as duas perguntas anteriores, então você com certeza faz parte do clube dos românticos de carteirinha. Sendo assim, como membro oficial do clube, você sabia que na literatura existem diversos “tipos” de romance? 

A resposta foi “sim” novamente? 

Mas será que você sabe quais são eles? Sim? Não? 

Então vem comigo que eu te mostro!

3º Livro da trilogia "Estilhaça-me" da autora Tahereh Mafi: Ignite Me

em 1 de setembro de 2013

Untitled
Olá meus amores, tudo bom? *-----*
to aproveitando que surgiu um tempinho livre pra postar alguma coisa pra vocês *u* . Eu não sei bem se o assunto do post de hoje é uma novidade super recente, ou se já foi comentada por aí, mãaaaas, como eu ando meio desligada dos blogs literários e das novidades que eles trazem, pra mim isso foi novo u_u aushduahsiudhiaushduiasd. Então eu decidi compartilhar com vocês \o

Pra quem acompanha o blog há algum tempo, sabe que no ano passado eu li "Estilhaça-me" da Tahereh Mafi. E também sabe que eu me surpreendi bastante com a leitura, pois mesmo tendo uma escrita diferente e até mesmo estranha em um primeiro momento, a história te prende e te ganha de uma forma inexplicável. 
Depois do término desse primeiro volume, eu mal conseguia me aguentar de ansiedade pelo segundo - que eu finalmente consegui comprar \o - e foi pesquisando que eu descobri que "Estilhaça-me" é o primeiro volume de uma trilogia, que ainda conta com um conto (?) hiudhaihiduhsiudhs, entre o primeiro e o segundo volume.

Até onde eu pesquisei, ainda não tinham revelado o nome e nem a capa para o último volume da história, então eu fiquei meeega feliz quando vi a notícia na página da autora *u*

Colleen Houck fala sobre "A Maldição do Tigre"

em 12 de março de 2013


Olá meus amores, tudo bom? *----*
hoje eu vim fazer um post bem rapidinho, só para não deixar vocês sem nada interessante u_u . Como as aulas já voltaram, eu mal estou tendo tempo de fazer alguma coisa que não sejam trabalhos, tarefas e estudar para provas está uma loucura, então eu peço mil desculpas pela atual e futura falta de posts, ok?

Mas vamos ao que interessa. Ainda na onda de A Maldição do Tigre, eu achei um vídeo no canal da Editora Arqueiro, onde a autora fala mais sobre como surgiu a ideia de escrever o seu primeiro livro, no que ela se inspirou, a mensagem e sentimentos que queria transmitir, além de dar uma rápida ideia do que nos espera pela frente nos próximos 4 volumes (sim, a série será composta por cinco livros no total). 

Se você leu a resenha (aqui) e ficou interessado, então clica logo no play! u_u


Gostei muito de saber como surgiu a ideia de escrever essa série, e também adorei o fato da Saga Crepúsculo ter sido um incentivo pra ela, afinal, o que seria de mim sem o lindo do Ren? Só acho que ela devia ter pegado mais leve no complexo de Bella Swan quando escreveu A Maldição do Tigre, mas tudo bem, eu te perdoo ta Colleen? mas só porque você criou dois tigres lindos e sedutores u_u

Enfim, espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu de saber um pouco mais sobre essa série, que o vídeo tenha servido para complementar a resenha que eu postei na semana passada, e que tenha servido para despertar ainda mais a curiosidade daqueles leitores que ainda não investiram nessa história. Estão esperando o que? (;


Beeeeijinhos e até o próximo post! :*
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Resenha: A Maldição do Tigre - Colleen Houck

em 6 de março de 2013

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Título Original: Tiger's Curse
Autora: Colleen Houck
Série: A Saga do Tigre (vol #1)
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Páginas: 342

Sinopse: Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.
Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.
O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.
Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

Depois de basicamente um mês lendo esse livro, eu finalmente consegui terminá-lo para poder resenhar para vocês. O motivo para ter demorado tanto? não, não foi pela história em si, e sim pela minha enorme preguiça de fim de férias e volta às aulas. Mãs, isso de nada interessa vocês. O que importa é que eu consegui concluir essa leitura, e fico mais do que feliz em resenhá-la para vocês.

Sempre li muitos elogios a respeito dessa série, e admito que criei muitas expectativas ao começar a leitura. Estava com o meu pé atrás devido a minha dificuldade em me situar em uma ficção, como aconteceu com Cidade dos Ossos, mãaas, como a curiosidade era maior que eu, tive que me arriscar né? afinal, eu já tinha o livro na estante há um bom tempo e nunca tinha parado para ler u_u. Acabou que eu simplesmente me apaixonei pela história!

"(...) Isso significa que você nasceu em...
- Nasci em 1657.
- Certo. - Eu me remexi na cadeira. Parece que acho homens mais velhos extremamente atraentes. (...)" 
(Página 107)

O enredo criado por Colleen Houck é simplesmente de tirar o fôlego! Eu sou fã de mitologia, mas essa foi a primeira vez que me deparei com a mitologia hindu. Mesmo tendo ficado meio confusa em algumas partes, eu adorei conhecer um pouquinho mais da mitologia indiana, e de me surpreender com a diferença entre uma história situada nos EUA e uma outra na Índia. Nunca pensei que gostaria do cenário indiano, mas não é que acabei me surpreendendo?
O modo como a autora explorou alguns cenários, cultura e culinária (por mais exótica que seja) indiana, foi algo muito gostoso de conhecer e acompanhar, e eu pude conhecer um lado da Índia totalmente novo e 'mais bonito' da imagem que eu já tinha formada desse país. A autora merece meu respeito por ter se arriscado em uma cultura pouco explorada na literatura, e ter se saído tão bem ao retratá-la! 

Também tinha um certo pé atrás em relação a Kelsey, pois todos comentários que lia a respeito da personagem não eram dos mais positivos. Sempre dizendo que ela era o tipo de personagem cansativo e chato de se acompanhar. Graças a Deus, também tive uma grata surpresa nesse quesito!
No começo da leitura, eu tive a impressão que a autora meio que quis forçar uma personalidade sarcástica para a personagem, e isso me incomodou um pouco. Mas no decorrer da leitura foi muito bom perceber a evolução na escrita da autora, tanto no desenvolvimento da história quanto dos personagens. A Kelsey foi ganhando uma personalidade própria, sem ser aquela coisa forçada e superficial do começo, o que me agradou muito pois foi bem melhor do que aquelas perguntas retóricas e conclusões chatas que ela ficava fazendo a si mesma no começo do livro.
Acho que a Kelsey foi a personagem mais curiosa que eu já conheci em toda a minha vida literária. Nunca vi ninguém que fizesse tantas perguntas em um livro só, e eu gostei bastante desse diferencial na personalidade dela.
Na minha opinião, um dos únicos pontos extremamente negativos na personagem é o complexo de Bella Swan. Sabe aquela coisa de "eu não sou boa o bastante para ele" , "uma top model seria mais adequada" , "ele irá partir o meu coração quando me dispensar" e coisa e tal? pois é, digamos que a dona Kelsey tem muito disso, o que não chega a atrapalhar no decorrer da leitura, mas quando vai se aproximando do fim se torna quase impossível não querer dar um tapa na cara da personagem, ou sei lá, dar uma injeção de auto-estima, pois esse complexo se manifesta de forma tão intensa, que se torna extremamente chato ter que ler mais um parágrafo com a Kelsey se colocando pra baixo.

"- Quando estou com você, me sinto humano novamente. Quando estou lá fora sozinho, eu me sinto uma fera, um animal." (Página 213)

Ren sem dúvida alguma virou o meu mocinho favorito! é impossível não se apaixonar pelo modo cavalheiresco sedutor e ao mesmo tempo fofo do personagem. Sem falar que a autora ganhou muitos pontos no meu conceito, pois ela não fez aquele típico personagem masculino que estamos acostumados na literatura YA. Em A Maldição do Tigre, temos um cara bronzeado, mestiço muitos suspiros, de cabelos escuros e olhos azul cobalto mais suspiros. É claro, sem nos esquecermos do fato de que ele é um tigre u_u sahdiuahuidasdhiuasd. 

Kishan foi o sopro de ar fresco que o livro precisava. Sabe aquele personagem lindo e sedutor, com toda aquela pinta de bad boy mas que ao mesmo tempo parece um gatinho inocente? pois é. Além de ter todo aquele sorriso malicioso, é dono de olhos dourados e uma personalidade sarcástica incrível! Ao mesmo tempo que é totalmente o oposto de Ren, ele também consegue ser exatamente igual a ele... só que com um pouco mais de malícia, asdhasiuduaishdiuasd.

Outros dois personagens que eu não poderia deixar de fora são Phet e o Sr. Kadam. Por mais que o Phet só tenha aparecido por poucas páginas, foi simplesmente um personagem marcante e totalmente necessário. Já o Sr. Kadam, bom, o que dizer além de que eu queria um desses pra mim? simplesmente um dos personagens mais cativantes que já tive a oportunidade de conhecer, além de ser todo educado e culto. Amei!

Eu gostei muito da narrativa da autora, pois não é aquela coisa cheia de floreios, sabe? é muito fácil visualizar a cena que ela está descrevendo, o que pra mim foi ótimo já que a minha mente e criatividade são péssimas nesses momentos u_u

"O irmão perigoso era Ren. Por mais inocente que o tigre de olhos azuis parecesse, era um predador irresistível. Absolutamente atraente - como uma planta carnívora. Tão atraente, tão tentador, tão mortal! Tudo o que ele fazia era sedutor e possivelmente perigoso para o meu coração." 
(Página 260)

A única coisa que eu fiquei meio indignada com a história foi o começo. Quando que uma adolescente chega para os seus tutores e fala que vai trabalhar em um circo (provavelmente alimentando o tigre) e que terá que morar lá por um tempo, e os tutores concordam sem nem ao menos hesitar? E em que universo paralelo um cara totalmente desconhecido chega e te oferece uma viagem para a Índia com tudo pago somente para que você acompanhe um tigre e, caso queira tirar alguns dias de férias totalmente gratuitas e você aceita? e os seus tutores aceitam? como se fosse a coisa mais normal do mundo e acontecesse todos os dias! 
Eu fiquei meio besta nessa hora pois foi algo totalmente WTF?! , mãaas, tirando isso está tudo certo u__u

A história é narrada em primeira pessoa pela Kelsey, e devo dizer que ao contrário do que eu esperava, eu até que gostei de ser assim, pois pude me sentir mais próxima da personagem e também tentar entender o porque de muitas de suas ações.

A revisão do livro também está muito bem feita! não encontrei nem mesmo um errinho u_u e não preciso nem falar nada sobre a capa né? a mais linda da série, na minha opinião *-*

Livro mais que recomendado se você curte mitologia, romance, um pouco de ação e caso você curta histórias situadas em cenários diferentes e exóticos. Acho que é uma história pra agradar todos os públicos, então vale a pena se arriscar na leitura! (;

"Acho que me apaixonar por ele seria como mergulhar em um precipício. Seria ou a melhor coisa que me aconteceria ou o erro mais idiota que eu cometeria. Faria com que minha vida valesse a pena ou com que eu me chocasse contra as pedras e me arrebentasse completamente." (Página 261)

Resenha: Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

em 21 de janeiro de 2013

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Título Original: City of Bones
Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais (vol #1)
Editora: Galera Record
Ano: 2011
Páginas: 459

Sinopse: O primeiro "encontro" de Clary e Jace não poderia ter sido... pior. Ela presencia um crime cometido por Jace e outros adolescentes tatuados e equipados com chicotes brilhantes e armas pra lá de esquisitas. Ele, um nephilim - filhos de anjos com humanos - que tem como missão caçar demônios; ela, uma mundana que não se sabe por que tem o dom da Visão... Mas as diferenças entre os dois não impedem que em 24 horas Clary se veja envolvida pelo mundo de Jace e dos Caçadores de Sombras; a mãe dela desaparece e a própria Clary é atacada por um demônio. Aparentemente, ela não tem a quem recorrer além de Jace. Mas por que um demônio estaria interessado em uma mundana como Clary? E como de uma hora para outra ela tem o dom da Visão e percebe o Mundo de Sombras? Todos, inclusive Clary, querem saber...

Eu estava querendo ler esse livro desde que o ganhei, em junho do ano passado, mas nunca senti aquela necessidade absurda em priorizá-lo diante de tantas outras leituras que me esperavam. Isso, até ver o trailer da versão cinematográfica de Cidade dos Ossos. Juntando as cenas incríveis que vi no trailer, ao fato de ter ganhado de natal todos os outros livros dessa série (publicados no Brasil), digamos que eu comecei ansiosamente essa leitura e com altas expectativas.

Não posso dizer que cai de amores pelo livro, ou que minhas expectativas foram excedidas. Não. Foi uma leitura que cumpriu boa parte delas, mas não o tipo de livro que após o término eu ficasse suspirando e querendo devorar logo o volume seguinte.
O que mais me agradou foi a escrita da autora. Sem dúvida alguma ela tem um talento nato para o que faz. Não é aquela coisa cheia de altos vocabulários que muitas vezes confundem a gente, mas uma escrita simples e detalhada que é como se ela estivesse ao vivo e em cores contanto a história para você. É algo totalmente envolvente e engraçado.

"- Aquelas garotas do outro lado do vagão estão encarando você.
Jace de um olhar afetado.
- Claro que estão - ele disse. - Sou extremamente atraente.
- Você nunca ouviu falar que a modéstia é um traço atraente?
- Só para pessoas feias." (Página 90)

Eu sei que vocês provavelmente só leram resenhas extremamente positivas a respeito desse livro, mas eu prezo cem por cento a sinceridade, e por isso não poderia mentir para vocês somente para agradar.

Cidade dos Ossos, sem dúvida alguma é uma leitura recomendada, porém, eu não estava no meu momento sobrenatural, sabem? acho que faz tanto tempo que eu não leio nada sobrenatural, que quando me deparei com situações de batalhas ou altamente descritivas nesse livro, eu fiquei literalmente boiando. Não conseguia me situar na leitura, e muito menos imaginar o que a autora queria transmitir para a mente do leitor. Tive muita dificuldade de imaginar, principalmente, as primeiras cenas de batalha, e acho que esse foi um dos grandes motivos de não ter curtido tanto assim a leitura.

"- O que são essas coisas? - perguntou Clary.
- Frascos de água benta, facas benzidas, lâminas de aço e prata - disse Jace empilhando as armas no chão ao lado dele -, fio electrum, que não vai ter grande utilidade agora, mas é sempre bom ter balas de prata, amuletos de proteção, crucifixos, estrelas de davi...
- Jesus - disse Clary.
- Duvido que ele fosse caber aqui.
- Jace - Clary estava indignada.
- O quê?" (Página 247)

Achei os personagens muito bem construídos e explorados. A autora soube trabalhar bem com a variação por assim dizer que temos na literatura fantástica. Nesse livro, você encontrará todo tipo de criatura mágica, das mais comuns e famosas até as mais estranhas e/ou esquecidas. O que eu mais gostei, é que mesmo ela usando criaturas já conhecidas por nós, ela soube dar todo um toque original em cada um, fazendo com que a história em um todo se tornasse totalmente única.

Outro ponto positivo para a autora, é que ela conseguiu fugir um pouco do padrão de beleza dos personagens que estamos acostumados. Não temos o típico mocinho de olhos azuis, e nem a garota loira e peituda. Em vez disso, temos um cara loiro dos olhos dourados, com uma protagonista baixa, ruiva, com sardas e que curte ler mangás e ver animes uhuuuul \o. Esse foi um dos motivos para eu me apaixonar pelos personagens u_u

"Clary ficou pensando se existia algum vampiro feio, talvez algum gordo. Talvez não fizessem vampiros de pessoas feias. Ou talvez os feios não quisessem viver para sempre." (Página 263)

O que eu mais gostei na relação entre o Jace e Clairy, é que todos os momentos fofos entre eles, são meio que inconscientes, sabe? são pequenas ações que o Jace tem com a Clairy e vice-versa que conseguem arrancar aquele sorrisinho bobo do leitor. Eu gostei muito disso, pois não foi algo forçado como vemos na maioria dos livros voltados para o público jovem. Pelo contrário, foi uma coisa totalmente espontânea e natural dos personagens, que fazem parte da personalidade que a autora criou para cada um.

Ok, depois de apontar tantos pontos positivos em relação aos personagens e parte da história vocês devem estar se perguntando o porque da Rafitcha aqui não ter caído de amores pelo livro u_u . Bom, normalmente, quando eu leio uma história sobrenatural, eu gosto de ficar cem por cento vidrada na história, a ponto de devorar o livro em menos de dois dias. Isso não aconteceu enquanto eu lia Cidade dos Ossos. Pelo contrário, levei quase duas semanas pra finalmente conseguir concluir essa leitura, o que pra mim é sinônimo de uma história cansativa \: 

"- Fechar os olhos e fingir que alguma coisa não está acontecendo não faz com que ela não aconteça, Jace. Você deveria saber..." (Página 431)

Além de ter ficado meio perdida em situações do livro como eu disse anteriormente, e de ter sido uma leitura meio arrastada, eu descobri o grande mistério e a grande revelação bombástica do fim do livro, logo no começo. Ok, quem leu sabe que isso é quase impossível, mas eu sou muito detalhista e acabei suspeitando de metade dessa bomba. Aí, como eu tenho o péssimo hábito de ficar folhando o livro a cada fim de capítulo, eu acabei indo muito pro final e descobri todo o resto ~.~ pois é meu povo, sou profissional nisso T_T kkkkkkkkkkk. E quem leu sabe, que se você descobre a bomba final da história antes de pelo menos ter atingido a metade do livro, você perde totalmente a vontade de devorá-lo. Aí já viu né? demorei ainda mais pra terminar.

Então vocês devem ter notado que o motivo da minha pessoa não ter amado o livro, foi totalmente pessoal e por burrice própria u_u mas isso nada impede de você gostar do livro. A minha dica é: não fique folhando o livro, principalmente do meio para o final. Se você fizer isso, com certeza perderá toda a mágica dessa leitura.

"- Você não precisa me dizer coisas boas sobre a sua mãe - ele acrescentou. - Eu já sei.
- Sabe?
- Ela criou você, não foi?" (Página 457)

A única coisa que realmente me incomodou, foi a revisão da editora. Sério, acho que esse foi o livro que mais teve erros de revisão que eu já li! E sendo um livro que está ganhando tanta fama devido ao filme (vamos admitir, a história já era famosa, mas só ficou assim tão conhecida depois que o trailer do filme foi lançado u_u), a editora deveria prestar mais atenção nesses detalhes \\:

Em um apanhado geral, é um livro que eu recomendo MUITO se você curte histórias sobrenaturais, diálogos sarcásticos e meio nerds, personagens cativantes, um romance fofo e uma história que promete. Ou seja, LEIA! kkkkkkkkk. Mas esperem o seu momento de leitura sobrenatural, caso contrário, você pode ficar meio perdido assim como eu, e não aproveitar tudo que essa história pode te proporcionar (;

Resenha: Ecos da Morte - Kimberly Derting

em 30 de novembro de 2012

Autora: Kimberly Derting
Editora: Intrínseca
Série: The Body Finder (vol. #1)
Ano: 2011
Páginas: 268

Sinopse: Violet Ambrose tem dois problemas: o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela está cada vez mais desconfortável com sua estranha habilidade. Violet encontra cadáveres. Desde muito pequena, percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos: apenas os das vítimas de assassinato.

 Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas quando um serial killer começa a aterrorizar a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas mortas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo, ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.

Depois de uma sinopse dessas, quem não ficaria morrendo de curiosidade para ler esse livro? Confesso que nunca li nada do gênero, e do meu ponto de vista 'Ecos da Morte' foi um bom começo. Normalmente, quando pensamos em um thriller, logo nos vem a imagem de um livro que só tem assassinato e psicopatas, e ok, esse livro tem muito disso, mãaaas, também tem um romance que ajuda a balancear a história, o que conta muitos pontos positivos pra quem não é muito familiarizado com o gênero.

Quando eu vi o nome desse livro e fiquei sabendo do que se tratava (uma menina que pode ouvir, ver, ou sentir os ecos do cadáver de uma vítima de assassinato) pensei que a história seria super macabra e que do jeito que eu sou medrosa acabaria desistindo da leitura... mãaas, como eu adorei essa capa e essa proposta de ficção meio diferenciada (pelo menos pra mim) acabei me rendendo ao livro, e devo dizer que não me arrependo.


"Violet levou mais tempo do que deveria para perceber que o caminho pelo qual estava seguindo não era aleatório e que estava sendo puxada... atraída. 
Algo a chamava.
        Algo morto. (pág. 54)"

Admito que a história demora pra se desenvolver, na verdade, foi a partir do capítulo 10 que o foco da história começou a ser mais os assassinatos do que a paixonite que Violet tem por Jay. Sabe aquela coisa de amor não correspondido que na verdade é correspondido só que a mocinha é lenta demais pra perceber e por isso fica se lamentando? Pois é.

Mesmo tendo sido uma coisa bem melosa a relação entre Violet e Jay, eu até que gostei quando as coisas finalmente aconteceram, sabe? Ficou bem mais meloso, mãaaas... Não é novidade que eu adoro uma coisa assim, né? kkkkkkkkkk.

"Precisava encontrar o assassino, e tinha de detê-lo antes que ele pudesse machucar mais alguém.
Como faria isso, se estava ocupada demais apaixonando-se por seu melhor amigo? (pág. 107)"

Um ponto negativo para a autora é que ela também não é daquelas que dá muitos detalhes físicos dos personagens, sabe? Aí ficou meio difícil da minha imaginação fluir de acordo com o livro, mãaas, nada que a atrapalhe de funcionar.

Um dos pontos positivos da narrativa da autora é que ela intercala alguns dos capítulos em que a história vai acontecendo ao redor de Violet, com 'partes' são somente 2 páginas, então não se pode chamar de capítulo narradas de acordo com o pensamento do assassino, como se ele estivesse narrando a história. E são nessas curtas partes que nós descobrimos um pouco mais sobre como ele captura suas vítimas e o quão perturbada sua mente é. Gostei bastante desse contraste, porque mostrava o lado mais 'maníaco do parque' do livro depois de um capítulo super 'histórinha adolescente', sabe?

"Estava bonita. Linda, até, pensou desejoso enquanto a examinava. Tinha o ar de uma menina que não fazia ideia de quão sedutora era aos homens deste mundo. Ele gostava disso... da inocência da garota. (pág. 245)"

O livro é uma leitura bem rápida (li em um dia), com um trabalho muito bem feito na capa, folhas amarelas, e narrativa em terceira pessoa. Tem todo um romance fofo bem no estilo que estamos acostumados na literatura YA de hoje em dia, mas ainda temos algumas cenas voltadas para uma mente perturbada. Eu definiria o livro como um thriller para adolescentes, mas não posso falar com muita certeza, já que como disse no começo do post esse foi o meu primeiro livro do gênero ou o mais próximo disso.

Recomendo bastante pra quem curte ficção mas já está um pouco cansado do mundo dos vampiros, lobisomens e anjos. E também para quem curte romances bem açucarados, mas que mesmo assim não deixa de ser um bom romance. Uma leitura rápida que nos faz rir com os diálogos bem elaborados da autora, além de o final da história deixar um bom gancho para o próximo volume: Desejo dos Mortos. Aprovado! (;

"Era um eco audível. E continuava forte, ainda não diminuíra com a passagem do tempo. Violet conseguiria rastreá-lo. Ela o reconheceria em qualquer lugar. Em qualquer época.
 E o homem que carregava aquela marca não fazia ideia disso.
 Ela de repente se sentiu como a predadora, que carregava a mais poderosa das armas. Agora se tornaria a caçadora... e ele, a caça. (pág. 129)"



Resenha: Sobrenatural - Cynthia Hand

em 13 de julho de 2012




Autora: Cynthia Hand
Editora: ID
Páginas: 438


Sinopse: Clara Gardner tem sangue de anjo. Isso não só faz dela mais esperta, forte e veloz que os humanos, mas também indica que terá que cumprir um propósito, uma missão pela qual está nesse planeta. Compreender seu objetivo, entretanto, não é uma tarefa nenhum pouco fácil. Suas visões levam-na a uma nova escola em uma nova cidade. Ela conhece Christian, o garoto dos seus sonhos (literalmente), e tudo parece se encaixar - e se desajustar ao mesmo tempo: outro garoto, Tucker, que desperta o lado menos angélico de Clara. Enquanto isso, ela precisa enfrentar perigos desconhecidos e tomar decisões que podem afetar não apenas seu destino, mas também o de todos que a cercam.

"Os Nefilins habitavam a Terra naqueles dias, e também depois - quando os anjos se uniram às filhas dos homens e lhes geraram filhos. São eles os heróis dos tempos antigos, homens de renome." (Gênesis 6:4)

Eu simplesmente estou apaixonada por esse livro! Sério, é impossível não se ver envolvida nessa história incrível! A autora conseguiu juntar tudo o que eu mais amo em um livro: romance, ficção e uma pitada de comédia.

O livro retrata um relacionamento familiar muito raro hoje em dia, tanto na vida real quanto na literatura atual. A relação de Clara com a sua mãe e seu irmão simplesmente me encantou. Estamos acostumados a ver irmãos brigando, mãe e filha que não ligam uma pra outra, ou então uma família quase esquecida em qualquer livro que pegamos pra ler. Em Sobrenatural, a união desses três personagens é visível, chegando a ser um dos pontos que ganha mais destaque na história.

A escrita da autora me conquistou completamente! Não é aquele tipo de escrita que fica fazendo rodeios e mais rodeios, ou que tenta ser poética mas só serve pra confundir a nossa linda cabecinha. É uma escrita direta e com linguagem atual, o que foi uma rajada de ar fresco depois de ler Estilhaça-me.

A autora conseguiu deixar aquele gostinho de quero mais e também um de WTF?! que sempre nos deixa loucas de agonia. O segundo volume, ao que tudo indica, está previsto para lançamento nesse semestre e tenho quase certeza que irei derramar algumas lágrimas ):

Sem dúvida alguma está na minha lista de melhores leituras de 2012 e recomendo para todos os públicos! ❤

Book Trailer


Capa dos próximos volumes:

 

Pelo que eu saiba não será uma trilogia, mas até agora são essas as lindas capas divulgadas para os próximos livros. Como a editora iD manteve a capa americana em relação ao primeiro volume, creio que acontecerá o mesmo com os próximos.

E, para nossa alegria ou não, a série ganhará uma adaptação televisiva pela CW, a mesma emissora responsável pelas séries The Vampire Diaries e The Secret Circle (ambas da autora L.J. Smith).

Ainda tenho minhas dúvidas se isso é bom ou ruim já que eles sempre dão um jeito de desculpem a palavra cagar na história que os autores levaram tanto tempo construindo. Ou eles mudam totalmente a imagem que nós temos formada em relação a um personagem (tanto na aparência quanto na personalidade) ou então eles adaptam algumas cenas ou casais para que o público goste mais. Enfim, eu não sou muito a favor da adaptação, pois creio que será a mesma história de The Vampire Diaries: um monte de gente dizendo ser fã da história sendo que nem leram o livro (mesma coisa com a saga Crepúsculo).

Enfim, desabafos a parte, eu recomendo demaaaaaaais a leitura meus amores! n_n


Resenha: Estilhaça-me - Tahereh Mafi

em 4 de julho de 2012




Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304


Sinopse: Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas O Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. No entanto, Juliette tem seus próprios planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez - e para obter um futuro com o garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.







A princípio, Estilhaça-me foi uma leitura bem complexa. Demorou muitas páginas para eu começar a me adaptar a escrita da autora. É algo meio poético, futurista e uma mistura de primeira e terceira pessoa. Sabe quando você pensa em desistir do livro? Pois é. Mãs, como eu já tinha lido muitas resenhas positivas, resolvi persistir na leitura. E não é que gostei?

A história se passa em um mundo totalmente "futurístico" (quem sabe, não é?). A camada de ozônio já não existe, os animais são mutantes e estão quase extintos, a população se esconde na sombra do medo e em uma vida regulada pelo Reestabelecimento.

Como eu já disse, a escrita da autora não me ganhou muito, sabe? Fiquei confusa em muitos momentos até começar a me centrar na história, no mundo totalmente novo (e possível, não vamos negar) que a autora criou.

Me apaixonei por cada personagem e a cada página virada me surpreendia mais com a criatividade da autora. Sabe quando você pensa "não acredito que ela conseguiu pensar em algo tão incrível" e no fim das contas um pensamento acaba conectado ao outro e fazendo tudo ter sentido? Pois é, essa é Tahereh Mafi!

Nem me dei conta de quando virava as páginas, pois é uma leitura que te cativa e te instiga a querer saber mais mais mais.

"Tons rosa e vermelho insinuam-se dentro do quarto e eu sei que é o início de um novo começo. O início de um mesmo fim. Outro dia." (p.29)

Achei a história muito bem bolada, assim como os personagens. Juliette é o ser mais bondoso e anti-vingança de todos os personagens que já conheci. Ela não quer ser um monstro (meio Edward Cullen não acham?) e detesta ser temida pelo seu "dom". Tudo o que ela quer é ser uma garota a qual os outros não sintam medo e, acima de tudo, uma filha que os pais possam amar.

Adam é o colírio para os nossos olhos, o príncipe dos nossos sonhos, e o namorado de nossas macumbas brincadeirinha. Simplesmente não tem como não se apaixonar por ele e não sentir uma pontinha de inveja de Juliette.

Warner é um galã, melhor dizendo, vilão, à parte. Não consegui em momento algum sentir ódio do bonitão, pelo contrário, fiquei com dózinha dele e com uma pontada de raiva de Juliette (aah eu com um vilão desses, kkk). Ô Tahereh, assim fica difícil né, amor? Como sentir ódio de um vilão tão boa pinta? u_u

Adorei a sacada da autora em relação a esse ponto do meio-ambiente e o mundo devastado porque é um assunto da nossa atualidade e que mesmo assim muita gente insiste em dar as costas. Eu gostei porque o público alvo desse livro é, principalmente, o povo mais jovem e poluidor da nossa sociedade, então acho que pode ser um modo de nos alertar que o nosso futuro pode não ser muito diferente do mundo retratado pela autora.

O trabalho gráfico do livro também não deixa a desejar. A capa meio "metalizada" é simplesmente linda! E as folhas recebem uma atenção especial a cada início de capítulo.

Simplesmente adorei a história e aprendi a gostar e entender! da escrita da autora no decorrer do livro. 

Book Trailer:


Super recomendo se você busca um romance intenso e com ação garantida!