Título Original: Tiger's Curse
Autora: Colleen Houck
Série: A Saga do Tigre (vol #1)
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Páginas: 342
Sinopse: Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.
Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.
O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.
Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
Depois de basicamente um mês lendo esse livro, eu finalmente consegui terminá-lo para poder resenhar para vocês. O motivo para ter demorado tanto? não, não foi pela história em si, e sim pela minha enorme preguiça de fim de férias e volta às aulas. Mãs, isso de nada interessa vocês. O que importa é que eu consegui concluir essa leitura, e fico mais do que feliz em resenhá-la para vocês.
Sempre li muitos elogios a respeito dessa série, e admito que criei muitas expectativas ao começar a leitura. Estava com o meu pé atrás devido a minha dificuldade em me situar em uma ficção, como aconteceu com
Cidade dos Ossos, mãaas, como a curiosidade era maior que eu, tive que me arriscar né? afinal, eu já tinha o livro na estante há um bom tempo e nunca tinha parado para ler u_u. Acabou que eu simplesmente me apaixonei pela história!
"(...) Isso significa que você nasceu em...
- Nasci em 1657.
- Certo. - Eu me remexi na cadeira. Parece que acho homens mais velhos extremamente atraentes. (...)"
(Página 107)
O enredo criado por Colleen Houck é simplesmente de tirar o fôlego! Eu sou fã de mitologia, mas essa foi a primeira vez que me deparei com a mitologia hindu. Mesmo tendo ficado meio confusa em algumas partes, eu adorei conhecer um pouquinho mais da mitologia indiana, e de me surpreender com a diferença entre uma história situada nos EUA e uma outra na Índia. Nunca pensei que gostaria do cenário indiano, mas não é que acabei me surpreendendo?
O modo como a autora explorou alguns cenários, cultura e culinária (por mais exótica que seja) indiana, foi algo muito gostoso de conhecer e acompanhar, e eu pude conhecer um lado da Índia totalmente novo e 'mais bonito' da imagem que eu já tinha formada desse país. A autora merece meu respeito por ter se arriscado em uma cultura pouco explorada na literatura, e ter se saído tão bem ao retratá-la!
Também tinha um certo pé atrás em relação a Kelsey, pois todos comentários que lia a respeito da personagem não eram dos mais positivos. Sempre dizendo que ela era o tipo de personagem cansativo e chato de se acompanhar. Graças a Deus, também tive uma grata surpresa nesse quesito!
No começo da leitura, eu tive a impressão que a autora meio que quis forçar uma personalidade sarcástica para a personagem, e isso me incomodou um pouco. Mas no decorrer da leitura foi muito bom perceber a evolução na escrita da autora, tanto no desenvolvimento da história quanto dos personagens. A Kelsey foi ganhando uma personalidade própria, sem ser aquela coisa forçada e superficial do começo, o que me agradou muito pois foi bem melhor do que aquelas perguntas retóricas e conclusões chatas que ela ficava fazendo a si mesma no começo do livro.
Acho que a Kelsey foi a personagem mais curiosa que eu já conheci em toda a minha vida literária. Nunca vi ninguém que fizesse tantas perguntas em um livro só, e eu gostei bastante desse diferencial na personalidade dela.
Na minha opinião, um dos únicos pontos extremamente negativos na personagem é o complexo de Bella Swan. Sabe aquela coisa de "eu não sou boa o bastante para ele" , "uma top model seria mais adequada" , "ele irá partir o meu coração quando me dispensar" e coisa e tal? pois é, digamos que a dona Kelsey tem muito disso, o que não chega a atrapalhar no decorrer da leitura, mas quando vai se aproximando do fim se torna quase impossível não querer dar um tapa na cara da personagem, ou sei lá, dar uma injeção de auto-estima, pois esse complexo se manifesta de forma tão intensa, que se torna extremamente chato ter que ler mais um parágrafo com a Kelsey se colocando pra baixo.
"- Quando estou com você, me sinto humano novamente. Quando estou lá fora sozinho, eu me sinto uma fera, um animal." (Página 213)
Ren sem dúvida alguma virou o meu mocinho favorito! é impossível não se apaixonar pelo modo cavalheiresco sedutor e ao mesmo tempo fofo do personagem. Sem falar que a autora ganhou muitos pontos no meu conceito, pois ela não fez aquele típico personagem masculino que estamos acostumados na literatura YA. Em A Maldição do Tigre, temos um cara bronzeado, mestiço muitos suspiros, de cabelos escuros e olhos azul cobalto mais suspiros. É claro, sem nos esquecermos do fato de que ele é um tigre u_u sahdiuahuidasdhiuasd.
Kishan foi o sopro de ar fresco que o livro precisava. Sabe aquele personagem lindo e sedutor, com toda aquela pinta de bad boy mas que ao mesmo tempo parece um gatinho inocente? pois é. Além de ter todo aquele sorriso malicioso, é dono de olhos dourados e uma personalidade sarcástica incrível! Ao mesmo tempo que é totalmente o oposto de Ren, ele também consegue ser exatamente igual a ele... só que com um pouco mais de malícia, asdhasiuduaishdiuasd.
Outros dois personagens que eu não poderia deixar de fora são Phet e o Sr. Kadam. Por mais que o Phet só tenha aparecido por poucas páginas, foi simplesmente um personagem marcante e totalmente necessário. Já o Sr. Kadam, bom, o que dizer além de que eu queria um desses pra mim? simplesmente um dos personagens mais cativantes que já tive a oportunidade de conhecer, além de ser todo educado e culto. Amei!
Eu gostei muito da narrativa da autora, pois não é aquela coisa cheia de floreios, sabe? é muito fácil visualizar a cena que ela está descrevendo, o que pra mim foi ótimo já que a minha mente e criatividade são péssimas nesses momentos u_u
"O irmão perigoso era Ren. Por mais inocente que o tigre de olhos azuis parecesse, era um predador irresistível. Absolutamente atraente - como uma planta carnívora. Tão atraente, tão tentador, tão mortal! Tudo o que ele fazia era sedutor e possivelmente perigoso para o meu coração."
(Página 260)
A única coisa que eu fiquei meio indignada com a história foi o começo. Quando que uma adolescente chega para os seus tutores e fala que vai trabalhar em um circo (provavelmente alimentando o tigre) e que terá que morar lá por um tempo, e os tutores concordam sem nem ao menos hesitar? E em que universo paralelo um cara totalmente desconhecido chega e te oferece uma viagem para a Índia com tudo pago somente para que você acompanhe um tigre e, caso queira tirar alguns dias de férias totalmente gratuitas e você aceita? e os seus tutores aceitam? como se fosse a coisa mais normal do mundo e acontecesse todos os dias!
Eu fiquei meio besta nessa hora pois foi algo totalmente WTF?! , mãaas, tirando isso está tudo certo u__u
A história é narrada em primeira pessoa pela Kelsey, e devo dizer que ao contrário do que eu esperava, eu até que gostei de ser assim, pois pude me sentir mais próxima da personagem e também tentar entender o porque de muitas de suas ações.
A revisão do livro também está muito bem feita! não encontrei nem mesmo um errinho u_u e não preciso nem falar nada sobre a capa né? a mais linda da série, na minha opinião *-*
Livro mais que recomendado se você curte mitologia, romance, um pouco de ação e caso você curta histórias situadas em cenários diferentes e exóticos. Acho que é uma história pra agradar todos os públicos, então vale a pena se arriscar na leitura! (;
"Acho que me apaixonar por ele seria como mergulhar em um precipício. Seria ou a melhor coisa que me aconteceria ou o erro mais idiota que eu cometeria. Faria com que minha vida valesse a pena ou com que eu me chocasse contra as pedras e me arrebentasse completamente." (Página 261)