Autora: Hannah Howell
Editora: Lua de Papel
Ano: 2011
Páginas: 224
Sinopse: Estamos na Inglaterra, no século XVIII. Assim como a maioria de seus familiares, a bela e jovem Alethea Vaughn Channing possui dons especiais. Desde pequena ela tem visões recorrentes de um homem desconhecido. Passados 15 anos desde a primeira intuição, ela prevê um risco iminente de morte. Então precisa encontrá-lo, contar sobre o que pressentiu e convencê-lo de que corre perigo... mas quem acreditaria numa estranha com uma conversa assim?
Durante essa busca, começa então a florescer uma forte admiração entre os dois, até surgir a perigosa Claudete, uma antiga amante de Heartley, e Alethea descobrirá estar entre as pessoas mais ameaçadoras da alta sociedade de Londres. Então, a sua vida também passa a correr perigo e ela precisará mais do que nunca contar com seus poderes para garantir a sua segurança.
Ainda sob um ceticismo inicial, ele percebe sinceridade na desconhecida e agindo emocionalmente, decide acreditar na estranha para tentar novamente descobrir o paradeiro de seus dois sobrinhos que desapareceram após a trágica morte de sua irmã e esposo.
Alethea conhece Lorde Heartley desde os 5 anos. Mas se você pensa que é do jeito tradicional, está muito enganado! Ela o conheceu através de sonhos e visões que teve ao longo de 15 anos. Durante uma visão, Alethea vivencia o assassinato de Heartley exatamente como se estivesse em sua pele. No mesmo instante em que volta a si, ela decide ir até Londres para alertá-lo do perigo iminente.
Mas, após ouvir por acidente uma conversa entre Alethea e Iago Vaughn, o que pensará Lorde Heartley a respeito de uma mulher que afirma ter visões e de um tio que diz ver os mortos? Ele conseguirá deixar de lado o seu ceticismo para acreditar em algo tão absurdo?
Todas as suas dúvidas acabam quando ele presencia uma visão de Alethea. E para a sua surpresa, a visão diz respeito a seus sobrinhos, desaparecidos há 3 anos desde que sua mãe, padrasto e meio-irmãos foram drasticamente assassinados. O que pensar quando, de repente, essa misteriosa mulher aparece com notícias e o possível paradeiro dos filhos de sua irmã, quando ele, um Espião da Coroa, não obteve sucesso em suas buscas por três longos anos?
"As emoções eram capazes de produzir estragos na sabedoria." (p. 142)
A princípio, nem estava muito animada para essa leitura. Sabe quando você lê muitos livros do mesmo assunto, um seguido do outro? Pois é, esse foi o meu terceiro romance de época em duas semanas
acho que deu pra notar pelas resenhas do blog, né? Mas eu tinha que devolver esse livro junto de
A Sensitiva na biblioteca da minha escola na segunda-feira (hoje), e nisso já era sábado à noite... Meu orgulho não permitiria que eu renovasse um livro tão curto, muito menos que eu deixasse de ler o terceiro volume de uma série tão incrível. Então, acabei devorando o pobrezinho no domingo u_u ashdiuahsdi.
O enredo não é muito diferente dos livros anteriores, mas em determinados aspectos, achei esse livro mais cruel que os outros.
Fiquei simplesmente abismada com o sangue frio de Claudete e a condescendência de Margarite para com a irmã. Sabe aquele tipo de personagem que você cria repulsa só de imaginar fora das páginas? Pois é, foi bem assim.
Alethea foi uma personagem que eu gostei muito. Eu não diria que ela é uma mulher destemida como Penélope, mas ela também merece destaque. O seu dom foi o que eu mais gostei até agora. Acho que foi um dos mais criativos e imagino que eu ficaria de boca aberta se visse alguém como Alethea tendo uma visão ao vivo e em cores. Definitivamente uma personagem forte.
Heartley é um fofo! Impossível não se apaixonar pela preocupação que ele desenvolve no decorrer do livro em relação ao dom de Alethea ou aos perigos que ela passa a correr. Sem falar que o modo como ele confunde os próprios sentimentos e o jeito que ele descobre que ama Alethea e deseja que ela o ame com a mesma intensidade vai te arrancar suspiros e sorrisinhos bobos.
Adorei ter um pouquinho mais dos personagens dos outros livros nessa história. Chloe, Penélope, Argus, Olímpia, Arthemis, Estefan e o meu lindinho do Anthony estão presentes mesmo que por poucas páginas ou linhas nesse livro. Mas, definitivamente, o que eu mais gostei foi conhecer um pouquinho mais do dom de Modred
meio que o Edward Cullen da família e de tê-lo mais presente nessa história, já que em
A Vidente ele teve uma breve participação e em
A Sensitiva só houve menção do nome/título dele. Enfim, ainda acho que a
Hannah Howell deveria dedicar um livro só pra ele, já que sem dúvidas ele é o personagem mais interessante da história.
Acho que o que eu mais senti falta nesse livro foi a participação fofa das crianças. Ok, tivemos o Anthony falando sobre os seus lindos cabelos e algumas cenas com as crianças
que já não são tão crianças assim da
Toca Wherlocke. Mas enquanto tivemos várias crianças em
A Sensitiva, e a fofura a cada capítulo de Anthony em
A Vidente, eu esperava algumas criancinhas correndo por aí em
A Intuitiva.
Acredito que de todos os livros dessa série esse é o que envolve mais mistério e fica empatado com
A Sensitiva no quesito ação. Essa também foi a história que envolveu mais personagens das famílias
Wherlocke e Vaughn, assim como a participação deles na história.
Um livro muito bom e que não deixou a desejar em relação aos anteriores. Para fechar a série, só fica faltando 'O Escolhido' que contará a história de Argus Wherlocke. Sem dúvida estou louca pra ler, já que o Argus é um ótimo personagem e o seu dom é um dos meus preferidos *-*
Enfim, recomendo demais para quem curte não só romances de época, mas também pra quem gosta de ficção e de dar bons suspiros enquanto lê. Se você curte uma história que te prenda do começo ao fim, então essa é pra você!