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Para os românticos incorrigíveis, eis aqui o seu post

em 7 de dezembro de 2020

Foto: Rafaela Ferrarezi

Se você chegou até aqui, muito provavelmente se deve ao fato de ter se identificado com o “românticos incorrigíveis” do título. Acertei? 

Bom, considerando ser esse o caso, imagino que na hora de escolher a sua próxima leitura, o romance se mostra uma característica indispensável na história. Acertei outra vez? 

Se a resposta for afirmativa para as duas perguntas anteriores, então você com certeza faz parte do clube dos românticos de carteirinha. Sendo assim, como membro oficial do clube, você sabia que na literatura existem diversos “tipos” de romance? 

A resposta foi “sim” novamente? 

Mas será que você sabe quais são eles? Sim? Não? 

Então vem comigo que eu te mostro!

Resenha: Como se vingar de um cretino - Suzanne Enoch

em 31 de julho de 2019

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Título Original: The Rake
Autora: Suzanne Enoch
Série: Lições de Amor (vol. #1)
Ano: 2018
Editora: Harlequin
Páginas: 288

Sinopse: Lady Georgie está cansada de ver Tristan Carroway, visconde de Dare, partir os corações das jovens damas da sociedade londrina. Ela o considera um cretino por fazer isso sem remorso e porque também já caiu na sedução dele. Seis anos atrás, Tristan se empenhou em cortejá-la, tudo por causa de uma aposta que quase arruinou o futuro da jovem debutante. Disposta a se vingar, Georgiana acha a forma perfeita: seduzir o terrível visconde e abandoná-lo. Dessa forma ele aprenderá a respeitar os sentimentos das outras pessoas.

Tristan está em um momento perigoso: sua família está à beira da falência e a única forma de solucionar o problema é se casando com uma herdeira que esteja interessada no título de viscondessa de Dare. Mas como é possível se aproximar e conquistar uma esposa se Georgiana Halley está sempre atrapalhando, seja batendo-lhe os dedos com um leque ou... simplesmente roubando o seu coração? Ser seduzido não está nos planos de Tristan, mas se Georgie acha que pode sair impune dessa lição, talvez ela esteja muito enganada!

"Como se vingar de um cretino" trata-se do primeiro volume da trilogia Lições de Amor. Logo no início do livro somos apresentados ao plano maluco que Georgie e suas duas melhores amigas, Lucinda e Evelyn (as protagonistas dos próximos volumes), decidem pôr em prática: cada uma irá criar uma lista de regras que deveriam ser seguidas pelos cavalheiros ao tentar ganhar o coração de uma dama e, a partir dessa lista, elas escolherão um homem cada para ensiná-los o que precisam saber para impressionar adequadamente uma dama. É esse plano que vai guiar o desenvolvimento da trilogia, sendo Georgie a primeira a colocá-lo em ação.

Tendo um passado conturbado com o sedutor visconde de Dare, Tristan Carroway, Georgie acaba escolhendo-o para ensiná-lo de uma vez por todas a não brincar com o coração alheio – nem que, para isso, ela acabe arriscando o próprio coração no processo.

"– (...) você acha que ele é alguém a quem você possa entregar seu coração, minha querida?
– Essa é uma ótima pergunta. Eu a avisarei quando souber da resposta. – Georgiana deu as costas para a tia, seguindo na direção de seu quarto. – Eu realmente gostaria que meu coração e minha cabeça tomassem as mesmas decisões, no entanto.
Frederica franziu o cenho. Isso era ainda pior do que imaginara.
– Não gostaríamos todos?" 

Com uma escrita fluida e envolvente, Suzanne Enoch constrói não apenas uma narrativa leve e divertida, mas também personagens igualmente cativantes. Quem me acompanha aqui no blog há mais tempo sabe o quanto eu AMO relacionamentos de amor e ódio, com o mocinho e a mocinha sempre brigando e se provocando, mas que a gente sabe que, lá no fundo, um não vive sem o outro (sim, eu amo um clichê, me deixa). Por conta disso, fiquei MUITO feliz quando vi que a relação do Tristan e da Georgie se tratava exatamente de um relacionamento cão e gato, cheia de diálogos sarcásticos e comentários ácidos, bem do jeitinho que eu gosto <3.

Os dois se conhecem há anos e, graças ao orgulho e a falta de comunicação sincera entre eles, o casal acaba ficando seis anos separado tentando se convencer de que agora se odeiam. Preciso dizer que chega uma hora que isso realmente cansa um pouco o leitor, já que fica bem óbvio que os dois se amam e que se fossem sinceros, tanto um com o outro como com si mesmos, eles já poderiam estar juntos há muito tempo. 

Apesar de ter toda essa enrolação do casal tentando se decidir se se amam ou não, se confiam um no outro ou não, se ficam juntos ou não (sério, gente, isso realmente acontece e permeia boa parte da história. Não digam que eu não avisei -_-), ainda assim trata-se de uma relação bem divertida e envolvente, pois mesmo com todos esses questionamentos rondando a cabeça dos dois, eles simplesmente não conseguem ficar separados.

"– Não me aperte tanto – murmurou Georgiana, os dedos apertando os dele novamente.
– Desculpe – disse Tristan, retomando a distância adequada entre eles. – Hábito antigo.
– Não dançamos a valsa há seis anos, milorde.
– A senhorita é difícil de esquecer.
O verde-esmeralda frio dos olhos dela voltaram a encará-lo.
– Isso é para ser um elogio?
Meu Deus, acabaria sendo assassinado.
– Não. Apenas uma constatação. Desde que... nos distanciamos, a senhorita quebrou dezessete leques em mim, e agora me deixou com dois dedos do pé esmagados. Isso é difícil de esquecer." 

Resenha: A Intuitiva - Hannah Howell

em 6 de agosto de 2012



Autora: Hannah Howell
Editora: Lua de Papel
Ano: 2011
Páginas: 224


Sinopse: Estamos na Inglaterra, no século XVIII. Assim como a maioria de seus familiares, a bela e jovem Alethea Vaughn Channing possui dons especiais. Desde pequena ela tem visões recorrentes de um homem desconhecido. Passados 15 anos desde a primeira intuição, ela prevê um risco iminente de morte. Então precisa encontrá-lo, contar sobre o que pressentiu e convencê-lo de que corre perigo... mas quem acreditaria numa estranha com uma conversa assim?

Durante essa busca, começa então a florescer uma forte admiração entre os dois, até surgir a perigosa Claudete, uma antiga amante de Heartley, e Alethea descobrirá estar entre as pessoas mais ameaçadoras da alta sociedade de Londres. Então, a sua vida também passa a correr perigo e ela precisará mais do que nunca contar com seus poderes para garantir a sua segurança.
Ainda sob um ceticismo inicial, ele percebe sinceridade na desconhecida e agindo emocionalmente, decide acreditar na estranha para tentar novamente descobrir o paradeiro de seus dois sobrinhos que desapareceram após a trágica morte de sua irmã e esposo.

Alethea conhece Lorde Heartley desde os 5 anos. Mas se você pensa que é do jeito tradicional, está muito enganado! Ela o conheceu através de sonhos e visões que teve ao longo de 15 anos. Durante uma visão, Alethea vivencia o assassinato de Heartley exatamente como se estivesse em sua pele. No mesmo instante em que volta a si, ela decide ir até Londres para alertá-lo do perigo iminente.

Mas, após ouvir por acidente uma conversa entre Alethea e Iago Vaughn, o que pensará Lorde Heartley a respeito de uma mulher que afirma ter visões e de um tio que diz ver os mortos? Ele conseguirá deixar de lado o seu ceticismo para acreditar em algo tão absurdo?

Todas as suas dúvidas acabam quando ele presencia uma visão de Alethea. E para a sua surpresa, a visão diz respeito a seus sobrinhos, desaparecidos há 3 anos desde que sua mãe, padrasto e meio-irmãos foram drasticamente assassinados. O que pensar quando, de repente, essa misteriosa mulher aparece com notícias e o possível paradeiro dos filhos de sua irmã, quando ele, um Espião da Coroa, não obteve sucesso em suas buscas por três longos anos? 

"As emoções eram capazes de produzir estragos na sabedoria." (p. 142)

A princípio, nem estava muito animada para essa leitura. Sabe quando você lê muitos livros do mesmo assunto, um seguido do outro? Pois é, esse foi o meu terceiro romance de época em duas semanas acho que deu pra notar pelas resenhas do blog, né? Mas eu tinha que devolver esse livro junto de A Sensitiva na biblioteca da minha escola na segunda-feira (hoje), e nisso já era sábado à noite... Meu orgulho não permitiria que eu renovasse um livro tão curto, muito menos que eu deixasse de ler o terceiro volume de uma série tão incrível. Então, acabei devorando o pobrezinho no domingo u_u ashdiuahsdi.

O enredo não é muito diferente dos livros anteriores, mas em determinados aspectos, achei esse livro mais cruel que os outros. 

Fiquei simplesmente abismada com o sangue frio de Claudete e a condescendência de Margarite para com a irmã. Sabe aquele tipo de personagem que você cria repulsa só de imaginar fora das páginas? Pois é, foi bem assim.

Alethea foi uma personagem que eu gostei muito. Eu não diria que ela é uma mulher destemida como Penélope, mas ela também merece destaque. O seu dom foi o que eu mais gostei até agora. Acho que foi um dos mais criativos e imagino que eu ficaria de boca aberta se visse alguém como Alethea tendo uma visão ao vivo e em cores. Definitivamente uma personagem forte.

Heartley é um fofo! Impossível não se apaixonar pela preocupação que ele desenvolve no decorrer do livro em relação ao dom de Alethea ou aos perigos que ela passa a correr. Sem falar que o modo como ele confunde os próprios sentimentos e o jeito que ele descobre que ama Alethea e deseja que ela o ame com a mesma intensidade vai te arrancar suspiros e sorrisinhos bobos.

Adorei ter um pouquinho mais dos personagens dos outros livros nessa história. Chloe, Penélope, Argus, Olímpia, Arthemis, Estefan e o meu lindinho do Anthony estão presentes mesmo que por poucas páginas ou linhas nesse livro. Mas, definitivamente, o que eu mais gostei foi conhecer um pouquinho mais do dom de Modred meio que o Edward Cullen da família e de tê-lo mais presente nessa história, já que em A Vidente ele teve uma breve participação e em A Sensitiva só houve menção do nome/título dele. Enfim, ainda acho que a Hannah Howell deveria dedicar um livro só pra ele, já que sem dúvidas ele é o personagem mais interessante da história.

Acho que o que eu mais senti falta nesse livro foi a participação fofa das crianças. Ok, tivemos o Anthony falando sobre os seus lindos cabelos e algumas cenas com as crianças que já não são tão crianças assim da Toca Wherlocke. Mas enquanto tivemos várias crianças em A Sensitiva, e a fofura a cada capítulo de Anthony em A Vidente, eu esperava algumas criancinhas correndo por aí em A Intuitiva. 

Acredito que de todos os livros dessa série esse é o que envolve mais mistério e fica empatado com A Sensitiva no quesito ação. Essa também foi a história que envolveu mais personagens das famílias Wherlocke e Vaughn, assim como a participação deles na história.

Um livro muito bom e que não deixou a desejar em relação aos anteriores. Para fechar a série, só fica faltando 'O Escolhido' que contará a história de Argus Wherlocke. Sem dúvida estou louca pra ler, já que o Argus é um ótimo personagem e o seu dom é um dos meus preferidos *-*
Enfim, recomendo demais para quem curte não só romances de época, mas também pra quem gosta de ficção e de dar bons suspiros enquanto lê. Se você curte uma história que te prenda do começo ao fim, então essa é pra você!


Resenha: A Sensitiva - Hannah Howell

em 2 de agosto de 2012



Autor: Hannah Howell
Editora: Lua de Papel
Ano: 2011
Páginas: 224

Sinopse: Segredos e intrigas como o estopim de paixões perigosas.
Por toda a Londres do século XVIII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel.
A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada, tratada como um produto e vendida a uma cafetina criminosa. Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor.
Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais...

Deixe-se levar por mais uma emocionante história da família Wherlocke. 

Penélope é uma sensitiva, o que quer dizer que ela pode ver e se comunicar com fantasmas. Após a morte de sua mãe e de seu padastro, Penélope se vê escondida da sociedade em um sótão após seus irmãos postiços tomarem o controle não só de sua casa, mas de toda a herança deixada para ela. Como se não bastasse viver praticamente sem um tostão, Penélope é sequestrada e enviada a um bordel, onde um homem misterioso anseia por uma noite de prazer especialmente com ela. Porém, uma noite antes desse homem chegar, Lorde Ashton recebe como presente de sua 'despedida de solteiro', uma noite com uma dama totalmente intocada no bordel da Sra. Cratchitt, que para sua surpresa, era mais limpa do que ele poderia imaginar.

Penélope não acredita que de todos os homens a quem ela poderia ter sido vendida, o escolhido é justamente o noivo de sua meia-irmã e o homem por quem ela sempre nutriu uma secreta paixão.

Ashton sempre foi contra 'puladas de cerca' justamente pelo passado de seu pai, e jurou que seria fiel a Clarissa, mesmo não amando-a. Ele precisava do dote que ela possuía para pagar as dívidas feitas por seu pai antes de morrer e estava disposto a não infringir a sua noiva o mesmo sofrimento que sua mãe passou devido as traições a que foi exposta. Mas, quando vê Penélope amarrada a uma cama quase completamente despida e inconsciente, ele sente uma atração que nunca sentiu por mulher alguma, e mesmo sabendo que isso não faz dele nenhum pouco melhor que seu próprio pai, ele acaba se deliciando com a beleza daquela mulher.

Lutando para se manter consciente após ser drogada por uma das garotas de Cratchitt, Penélope está a beira da loucura com o homem que observou as escondidas a apenas alguns centímetros de beijá-la.

A partir daí, faíscas de uma paixão proibida surgem entre esses dois. Mas o que fazer com Clarissa? Como lidar com uma mulher que afirma poder se comunicar com os mortos? Mas, acima de tudo, como evitar uma paixão que os faz tão bem?

Devorei esse livro em dois dias, e a história só me fez gostar ainda mais da Hannah Howell. A Sensitiva é o segundo volume da série de livros dos Wherlocke e Vaughn, e assim como em A Vidente a autora conseguiu me cativar com esse romance.

Penélope é o tipo de mulher que merece o meu respeito. Mesmo recebendo uma miséria de mesada de seus meio-irmãos, ela faz esse dinheiro se multiplicar em mil para poder ajudar os seus irmãos e primos bastardos, que foram deixados para ela cuidar. Ela é uma pessoa muito boa, mas não boa ao estilo Emma de 'Pode Beijar a Noiva' não liga para vestidos, fitas ou jóias. Sua maior preocupação é manter a 'Toca Wherlocke' funcionando e dar aos seus primos e irmãos o amor que eles nunca receberam de seus pais. Além de 12 meninos para criar e cuidar, ela ainda tem de se dividir entre a casa em que ela realmente vive e a sua casa, cuidando do que é seu para garantir que quando completar seus 25 anos ela ainda tenha algo para herdar.

Lorde Ashton é um galã à parte. O modo como ele se esforça para dar a sua família o que o seu pai egoistamente os privou é realmente incrível. Ele não quer que suas irmãs percam a oportunidade de se casar por falta de um dote e nem que sua mãe e tias vivam sem conforto. É o tipo de homem esforçado que está em falta hoje em dia.

Os Wherlocke Juniors apelido carinhoso são uns amores! Se eu já tinha me apaixonado pelo Anthony em A Vidente, nesse segundo volume então, é impossível não morrer de amores pelo Paulinho e todos os outros garotos da 'Toca Wherlocke'. Eu acho que o modo como a autora os introduziu na história foi simplesmente incrível e só fez o livro acontecer de forma mais fofa.

Gostei muito do enredo. Acho que o mistério que existe por trás dos assassinatos do bordel da Sra. Cratchitt, os acontecimentos perigosos em que Penélope é envolvida e o sentimento lindo que Lorde Ashton começa a desenvolver pelos garotos Wherlocke só contribuíram para que eu gostasse ainda mais da história!

Recomendo fortemente pra quem curte romances de época, com um que de ficção, e bem temperado com cenas hot hot hot. Se você ainda não conhece a escrita de Hannah Howell, tá esperando o que para começar? (;


Resenha: Pode Beijar a Noiva - Patrícia Cabot

em 31 de julho de 2012

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Autora: Patrícia (Meg) Cabot
Editora: Essência
Páginas: 238


Sinopse: Quando Emma Van Court diz a James que pretende se casar com seu primo Stuart e acompanhá-lo até Faires na Escócia para dar aulas aos pescadores, ele fica indignado e tenta impedir seus planos. O casamento com Stuart não é o que James havia planejado para Emma, já que ele mesmo a desejava há muito tempo.
Mas, Emma se casa com Stuart e tem de enfrentar o prematuro falecimento de seu marido em uma epidemia de tifo. Alguns meses depois da morte de seu primo, James viaja para Faires a fim de auxiliar em algumas providências quanto ao falecimento. Ele acreditava que Emma já estaria em Londres e sequer imaginava que pudesse reencontrá-la. A simples possibilidade de revê-la o enchia de ansiedade. Porém, ao chegar à cidadezinha, James é surpreendido por constatar que Emma não havia partido de Faires. Além da surpresa em revê-la, James encontra um cenário curioso, quase todos os homens decidiram cortejar Emma. A razão? Ela recebeu a promessa de herdar uma fortuna, caso cumpra uma condição: casar-se novamente.
Apesar de amá-la há muito tempo, James sabe que não conta com a sua admiração. E, para conquistá-la terá de se dispor a mudar seu caráter de aristocrata e egocêntrico e se tornar a alma gêmea que Emma sempre desejou.


"(...) Emma mudara tudo no dia em que fugira para casar-se com Stuart. Ela lhe ensinara que todo dinheiro do mundo não podia comprar o que ele realmente queria e não era capaz de impedir o que ele mais temia que ocorresse." (p. 140)

Esse é o segundo livro que eu leio da Meg com o seu pseudônimo Patrícia. Eu simplesmente adoro as histórias que ela escreve usando esse nome pelo simples fato de serem romances de época incríveis e recheados daqueles momentos aaaaawn! Com esse livro não foi diferente.

Eu simplesmente me apaixonei pelo James! Pensem em um cara lindo, alto, e ainda por cima inglês? Eu sei que dizendo isso é algo meio estereotipado, mas os ingleses pelo menos os retratados daquela época são realmente cavalheiros. E como hoje em dia esses homens são basicamente extintos, eu suspirei o livro inteiro pela gentileza e fofura desse conde dos sonhos! Acho impossível não se apaixonar pelo homem apaixonado que ele é, o que torna ainda mais impossível não sentir uma mistura de raiva e ódio pela Emma não perceber isso :@

"(...) Emma, quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato que não pode ter o que mais deseja dirá quase tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo. Mas acredite no que eu digo, Emma, não me lembro de uma época em que eu não desejasse que você fosse minha." (p.233)

Emma foi a personagem mais sem sal que eu já conheci. Sabe aquele tipo de pessoa boazinha demais, caridosa demais, e bobinha demais? muito demais pro meu gosto Pois é, essa é a Emma! Dotada de uma beleza encantadora, ela nem faz ideia que o lindo gostoso tudo de bom James é apaixonado por ela desde que ela deixou o colégio. Ela sempre foi totalmente cega pelo bobão sem sal do Stuart, um cara que só pensa no espiritual, em ajudar os outros, em tirar do próprio bolso como se ele tivesse muito e dar aos pobres (meio que um Hobbin Hood só que sem a parte heroica e legal). E em momento algum do livro a autora deu a entender que Stuart a amava, o que só serviu pra me deixar mais puta :@

Em grande parte da história eu fiquei com muita raiva da Emma, com uma vontade enorme de dar um tapa na cara ou dar um óculos pra ver se assim ela enxergava que tinha um homem incrível e totalmente devoto a ela bem na sua frente.

O que mais me irritou foi ela ficar se perguntando o livro inteiro porque o lindo absoluto do James tinha socado o Stuart logo depois dela dar a notícia a ele que os dois iriam fugir e se casar, ao invés de apoiá-los e lhes desejar felicidade... Tipo assim, sério?! Sério mesmo minha filha? -_- Outra coisa que me deixou louca foi a baixa auto-estima da personagem, gente do céu! A garota não podia aceitar a hipótese do James amá-la quando tinha zilhões de outra mulheres muito mais bonitas e prontinhas para se jogar nos braços fortes e musculosos dele. Tá bom que isso é o tipo mais clichê de mocinha ingênua dos romances (principalmente de época), mas eu acho que pra tudo tem limite. 

Acho que pelo livro não ser muito grande, não deu pra ter muito mais ódio da Emma, sabem? uahsuidhaiudhuaid. Mesmo ela sendo uma personagem totalmente desprovida do meu amor, eu gostei muito do livro. Achei a história fofa e até que bem trabalhada pelo número de páginas. 

No geral, esse foi o romance de época mais fraquinho que eu já li, mas mesmo assim eu gostei muito da leitura! É um ótimo livro pra passar o tempo, pra ler no fim de semana quando não se está afim de sair de casa, ou quando você simplesmente quer uma leitura mais tranquila e rápida, pra sair do tédio e do estresse semanal. O romance é muito fofo, bem ao estilo Cabot mesmo, e eu super recomendo se você curte aqueles romances mais clichês e não tão extensos. Mas, para um livro que eu tive uma relação de amor e ódio tão grande, eu acho que o melhor a fazer é tirar suas próprias conclusões, e que jeito melhor de fazer isso se não lendo o livro? Boa sorte (;