
Título Original: Once and Always
Autora: Judith McNaught
Editora: BestBolso
Ano: 2012
Páginas: 415
Sinopse: Em 1815, a americana Victoria Seaton perde os pais em um trágico acidente de carruagem. Seu amigo Andrew, com quem a jovem pretende se casar, está fora do país. Ela e a irmã Dorothy ficam completamente desamparadas, até descobrirem que a mãe pertencera à aristocracia inglesa. As irmãs são forçadas a partir para a Inglaterra e se hospedam na casa de parentes desconhecidos. Victoria surpreende-se ao conhecer seu primo distante, o lorde Jason Fielding. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Jason é um mistério para a jovem. Confusa pela arrogância do rapaz, mas atraída por seu forte poder de sedução, ela percebe que Jason é assombrado por um passado doloroso.
"Agora e Sempre" foi a única leitura que eu realizei no mês de agosto, e desde que a conclui eu estou tentando arranjar um tempinho pra vim resenhá-lo a vocês. Sim, eu não consegui ler nenhum outro livro no mês que se passou, mas devo dizer que como única leitura, esse livro foi um ótimo representante, e vale para o mês todo.
Admito que não tinha basicamente nenhuma expectativa quanto ao livro, mas fui surpreendida logo nas primeiras páginas. A escrita da autora é totalmente envolvente, e é impossível não se ver conquistada pelos personagens.
Fazia algum tempo que não lia romance histórico, e fiquei mega feliz em ter me surpreendido tanto com esse. É aquela típica história em que temos o clichê da relação cão e gato entre o casal principal, mas que foi trabalhado de uma forma tão gostosa e "histórica" que é difícil não se ver envolvida e torcendo para que o casal pare logo com frescura e fique logo junto u_u aushduhsaiuduaihdsi.
De um lado temos Victoria, uma moça simples porém dotada de beleza tamanha, com seus cabelos ruivos e olhos azuis. Ela é o tipo de mulher de fibra, "evoluída" demais e que não se encontrava na sociedade da época retratada, ainda mais pertencendo a aristocracia. Inteligente e estudada, sabe conversar sobre tudo um pouco e está sempre disposta a aprender. Uma coisa que eu gostei bastante na Tory
Do outro lado temos Jason, um lorde que vive um presente assombrado pelo passado. Também é um homem extremamente belo e sedutor, mas que consegue provocar medo e assombro em qualquer um que cruzar o seu caminho. Devido a esse misterioso passado, Jason acabou se fechando para o mundo e vestindo uma máscara de cara mau e assustador, quando na verdade é só um homem-menino solitário, buscando a felicidade e tentando se agarrar ao menor fio de esperança. Querendo amar e ser amado pelo que é, e não pelo que tem.
Esses dois sem dúvida alguma entraram para o meu
Mas o que eu mais gostei nesses dois foi o modo que evoluíram. É muito visível o amadurecimento dos personagens, e principalmente a evolução que o Jason passa. É impossível não sentir pena dele e do modo que a dor, perda e sofrimento o modificaram ao longo da vida. Eu admito que teve hora que eu quis matá-lo
Quanto a Victoria, eu posso afirmar com total certeza que eu nunca conheci uma personagem tão inocente e ingênua quanto ela. Sério gente! Ela é tipo aquela pessoa com alma, corpo e total aparência de mulher, mas que por dentro não passa de uma criança que pensa que o mundo é cheio de unicórnios e sorvete de graça. Também gostei de ver o desenvolvimento e crescimento da personagem, e mesmo não tendo sido algo tão "uau" quanto o do Jason, foi também uma evolução muito gostosa de se acompanhar.
Quando Jason consegue superar seus medos e fantasmas do passado é um momento muito lindo, porque ele finalmente começa a confiar e amar deliberadamente e sem "censura" a Tory.
"(...) Então, beijou-a, antes de voltar a fitá-la. - E pensar que eu nunca acreditei em anjos - murmurou com um suspiro. - Como fui idiota..."
(Página 384)
Temos também diversos outros personagens, mas eu acabaria me prolongando ainda mais caso fosse falar detalhadamente de cada um. Então eu vou fazer um apanhado geral u_u
Simplesmente adooorei os criados da mansão do Jason! Nunca vi pessoas tão fofas e preocupadas com o bem estar de seus patrões
Também gostei muito do Mike Farrell, do Robert e da Caroline Collingwood. O Mike me surpreendeu muito, já que eu pensava que ele seria somente mais um personagem. Ele foi tipo o amigo/pai/conselheiro que o casal principal precisava. Já o Robert e a Caroline, além de serem o casal secundário mais lindo que eu tive o prazer de conhecer recentemente, eles eram ótimos amigos e conselheiros para Jason e Victoria. Adorei o modo como a amizade das duas se desenvolveu, e como o Robert era um dos únicos que não temia o Jason, além de ser de sua inteira confiança e amizade, não por interesse mas pelo que eram por si mesmos.
Duas personagens que me surpreenderam sem dúvida alguma foram Dorothy e a Duquesa de Claremont. Dorothy é a irmã mais nova de Victoria, e eu podia jurar que ela seria uma pedra no sapato tanto do leitor quanto da nossa protagonista. Que engano! Adooorei o modo protetor que ela tinha com Tory, além de ser suuuper fofa e não desistir de seus objetivos. Já a Duquesa, ou melhor, a vovó
Por último mas não menos importante, é claro que não poderia deixar de mencionar o tio Charles né? Gente do céu, o que era esse homem? Mesmo cometendo alguns deslizes, eu adorei a determinação dele em juntar Jason e Victoria além de todos seus esquemas para propiciar essa união. Me diverti muito com esse homem, mas também é impossível não sentir uma pontinha de pena dele e da sua história do passado \: . Mas eu realmente acho que a Duquesa de Claremont e o tio Charles dariam uma ótima dupla! Teriam os melhores planos mirabolantes, e ainda garantiriam ótimas risadas dos desentendimentos da meia idade/quase pé na cova dos dois.
Quanto a parte histórica do livro, eu acho que a autora está de parabéns. Ela conseguiu se adequar aos mínimos detalhes do contexto que o livro retrata, e até eu que não sou a pessoa mais entendida de história consegui notar isso, como por exemplo, o fato da mãe de Victoria querer que as filhas aprendessem francês como segunda língua, o que é uma característica comum da aristocracia inglesa da época
A única coisa que me incomodou foi parte do final. Eu não posso dar muitos detalhes se não vai virar spoiler, mas digamos que as atitudes de um determinado personagem em relação ao que ele "descobre" faltando poucas páginas para o fim, bom, digamos que eu esperava uma coisa mais dramática da parte dele, com alguma briga ou intriga no mínimo, e não aquela coisa de "Ok, vamos deixar por isso mesmo. Tchau". Sim, eu sei que dizendo assim fica meio confuso, mas quem leu ou vai ler a história entenderá do que eu estou falando u_u
Achei a escrita da autora super fluida e bem construída. Você nem se dá conta quando vai para a próxima página, e muito menos quando olha e nota que já está na página cem. Também adorei o modo como a autora amarrou a história de cada personagem além das personalidades de cada um, que são tão diferentes mas que a gente consegue encontrar uma coisinha aqui ou ali em comum. Realmente a Judith conseguiu me ganhar e entrar para o meu top autoras preferidas *-*
Quanto a revisão... bom gente, é aquela coisa né? Publicado pela BestBolso, não tem a melhor revisão do mundo, então eu encontrei diversos errinhos durante a leitura. Pelo que eu vi, o livro possui a versão em tamanho de livraria, mas eu acho que não está mais a venda \: . Então, o que eu tenho é a versão pocket da BestBolso, com aquela capa molinha e sem orelhas. Folhas brancas e finas, mas não interferiu na leitura. Até mesmo me surpreendi, porque olhando pela lombada do livro você pensa que é uma história super curtinha, mas na verdade as páginas rendem uma boa leitura.
Livro mais do que indicado! Não sei se pela resenha vocês conseguiram notar a semelhança, mas agora que eu parei para analisar, a história de "Agora e Sempre" me lembra, em determinados pontos e algumas características, um pouco de "A Bela e a Fera". Vocês não acham? *-*
Recomendo a todos que curtem um bom romance histórico, com uma relação de amor e ódio que tira boas risadas, além de uma trama muito bem desenvolvida (;
